Mesmo com os funcionários em greve há uma semana, os Correios afirmam que as agências e os centros de distribuição no Espírito Santo estão abertos e realizando atendimento ao público. A estatal afirma que a adesão ao movimento grevista é parcial e não prejudica a entrega de correspondências e encomendas.
Com o objetivo de assegurar a continuidade dos serviços, os Correios relatam ter adotado o Plano de Continuidade de Negócios. No planejamento, há ações como o remanejamento de equipes, a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país e o reforço das atividades operacionais.
A paralisação teve início na sexta-feira passada (11), após proposta apresentada pela estatal ser negada pelos trabalhadores durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os funcionários solicitam a preservação de direitos e garantias relacionados ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Espírito Santo (Sintect-ES) explicou que, no Estado, todas as unidades da Grande Vitória aderiram à greve, além de São Mateus, Venda Nova do Imigrante, Jaguaré e Pedro Canário.
Apesar disso, os Correios afirmam que, na maioria das agências, sequer há empregados em greve e o funcionamento continua normalmente mesmo naquelas onde o movimento de paralisação é parcial. Além disso, a empresa relata que a situação é a mesma no setor de distribuição, com a manutenção de saídas para entrega de encomendas. Os fluxos podem variar conforme a necessidade operacional, segundo a estatal.
Os Correios orientam os clientes a acompanharem o rastreamento de suas encomendas pelo site ou aplicativo da empresa e a aguardarem a entrega no endereço de destino. A estatal reforça que o comparecimento a uma unidade só é necessário quando o sistema indicar expressamente que o objeto está disponível para retirada.
O dissídio coletivo será julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na próxima segunda-feira (21), às 13h30, durante a sessão especializada.