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Morte de general

Como a tensão entre EUA e Irã pode influenciar no preço da gasolina no ES

Após morte de general no país islâmico, o mercado internacional está reticente. No entanto, especialistas não apostam em disparada nos preços

Publicado em 06 de Janeiro de 2020 às 21:19

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 jan 2020 às 21:19
Milhares de iranianos cercam caminhão que transporta os caixões do general Qassem Suleimani e de seus camaradas que foram mortos no Iraque por um ataque de drone feito pelos Estados Unidos Crédito: Mohammad Hossein Thaghi/AP
Desde que um ataque dos Estados Unidos causou a morte de um dos generais mais importantes do Irã, Qassem Soleimani, o mercado está apreensivo. Algumas das mais importantes bolsas de valores do mundo têm registrado quedas e o dólar, alta. Como o país islâmico é grande produtor e exportador de petróleo, o valor do barril também subiu, atingindo o maior patamar desde setembro de 2019.
Uma das consequências mais diretas desse cenário seria o aumento no preço dos combustíveis no Brasil, que já beira os R$ 5 nos postos capixabas. No entanto, ainda não está claro se haverá esse crescimento. Oficialmente, o presidente Jair Bolsonaro tem minimizado as consequências do ataque. Ele afirmou nesta segunda-feira (6) que a tendência é de que a situação se estabilize e que não vai interferir na política de preços da Petrobras.
Na manhã desta segunda, o Brent, referência internacional para o petróleo, chegou a US$ 70 o barril. Na sexta-feira (3), a alta tinha sido de mais de 3%.
Na ocasião, Bolsonaro chegou a sugerir que pediria aos Estados que reduzissem as alíquotas de ICMS para compensar um possível aumento no preço do combustível. O imposto estadual representa, no Espírito Santo, 27% do preço final da gasolina para os consumidores. No Rio de Janeiro, essa parcela é de 30%.
O economista e especialista em renda variável da Valor Investimentos, Pedro Lang, concorda que o impacto da tensão entre o Irã e os Estados Unidos deve ter efeito temporário sobre o mercado de petróleo. “O Brasil ainda não é autossuficiente em petróleo e mesmo a política de preços da Petrobras é baseado no mercado externo e no dólar. Pode ser que haja um aumento, mas um aumento temporário. No médio e longo prazo, não vamos nem lembrar disso”, afirma.
Ele explica que há algumas décadas, as consequências de uma tensão como a atual poderia sujeitar o país a uma oscilação mais importantes, mas atualmente, não é esse o caso. Em coluna no jornal O Globo desta segunda-feira, Miriam Leitão lembra que o mercado de petróleo mudou muito e que as pressões para o Brasil, que ja chegou a importar 80% do petróleo, não são mais as mesmas.
"O pior, que era uma disparada (de preços), não vai acontecer, como em outras crises do petróleo. O mundo, porém, ficou mais instável. As bolsas esperavam um período de tranquilidade com o aceno de um acordo comercial entre EUA e China. Agora a economia vive outro pico de tensão, após o assassinato do general", escreveu.
A Bovespa fechou esta segunda-feira (6) com queda de 0,89%. No exterior, o viés também é negativo. Dow Jones recua 0,15% e Londres, 0,6%. Na Ásia, o índice chinês CSI 300 caiu 0,4% e Tóquio, 1,9%.
Para Lang, tanto o preço do Brent quanto as oscilações do mercado devem ser analisadas com cautela. “Em alguns países a bolsa está caindo e, em outros, subindo. Não se pode depositar isso só na conta desse possível conflito. A Bovespa, por exemplo, depois de subir 15 ou 16 pregoes seguidos, é normal cair um pouco”, avalia.
Ele salienta, no entanto, que o cenário pode se agravar caso seja concretizado, de fato, um conflito. “O primeiro impacto é o preço de algumas commodities subir, diminuição do mercado internacional. Um embate agora seria muito negativo para o mundo como um todo”, diz.
Lang acredita, contudo, que essa é uma possibilidade remota. “Um conflito ainda mais em ano de eleição pode provocar queda de aprovação do presidente americano Donald Trump, então a gente não vê isso acontecendo. Claro, que sempre pode haver o imponderável.”

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