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Previdência

Com nova Previdência, aposentadoria pelo teto do INSS ficará difícil

Benefício passa a ser calculado de outra forma: agora a conta passa a ser feita com 100% das contribuições ao longo da vida trabalhista

Publicado em 29 de Outubro de 2019 às 10:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 out 2019 às 10:11
Com reforma, se aposentar com o teto máximo vai ficar mais difícil Crédito: Divulgação/Governo federal
Se antes já era difícil, agora, com a reforma da Previdência,  conseguir aposentaria integral ou pelo teto do INSS ficará mais difícil. Hoje, o valor máximo pago pelo Regime Geral é de R$ 5.839,45, mas com a promulgação da reforma, que deve acontecer em novembro, serão poucas as pessoas que terão uma aposentadoria nesse valor. 
Com as mudanças na Previdência, o benefício passa a ser calculado de outra forma. Se antes a aposentadoria considerava 80% das maiores contribuições - sem contabilizar os períodos de menor salário do trabalhador, como no início da vida profissional -, agora a conta passa a ser feita com 100% das contribuições ao longo da vida trabalhista. 
"Só vai ter aposentadoria quem tiver 40 anos de contribuição no caso dos homens e 35 anos no caso das mulheres.  Mas a aposentadoria pelo teto terá outro critério para dificultar: as contribuições menores (como as feitas no início da vida profissional) vão reduzir o benefício do trabalhador", afirma o advogado previdenciário, Rafael Vasconcelos. 
"Quem contribuiu com o teto em boa parte da vida trabalhista vai receber um valor bem próximo, mas não vai chegar ao valor máximo. Para receber o valor máximo pago pelo INSS,  será preciso por toda a vida contribuir com o teto."
 No entanto, o advogado previdenciário reforça que o trabalhador que já contribuiu com o teto deve se esforçar para seguir com a contribuição máxima até a aposentadoria.
"Se falta três anos para a pessoa se aposentar e ela contribuiu com o teto nos últimos 10 anos, vão somar as contribuições de 1994 até 2019 e vão tirar a média das 80% maiores contribuições. Pela regra atual, vai faltar quatro anos para a aposentadoria e a pessoa deve continuar a contribuir com o teto máximo. No fim, a conta vai dar um pouco menor que o teto, mas não muito", exemplifica.

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 

Com as mudanças, a dica de ouro para o trabalhador, especialmente aqueles que ainda vão ingressar no mercado de trabalho é: invista em uma previdência privada.
"Primeira recomendação é fazer uma previdência complementar. Não dá para contar só com a aposentadoria do INSS. A tendencia é reduzir cada vez mais o valor. E para receber o máximo na época da sua aposentadoria vai demorar muito, só lá pelos 67 anos de idade e  tudo vai depender do valor que contribuir ao longo da vida. Só terá um valor alto de aposentadoria quem contribuir com o valor máximo desde sempre", encerra.

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