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Vindos da Bahia

Vitória diz que não está preparada para receber mais venezuelanos

Segundo o cacique da tribo, Ruben Mata, outras 20 pessoas devem se unir ao grupo na Capital nesta sexta-feira (19). São 25 pessoas atualmente em um imóvel em São Pedro
Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 ago 2022 às 21:18

Publicado em 18 de Agosto de 2022 às 21:18

Grupo de 25 venezuelanos com idosos e crianças foi abandonado por ônibus de prefeitura de cidade da Bahia em Vitória
Grupo de 25 venezuelanos com idosos e crianças foi abandonado por ônibus de prefeitura de cidade da Bahia em Vitória Crédito: Vinicius Zagoto
Vitória diz que não está preparada para receber mais venezuelanos
Dois dias após a chegada de um grupo com 25 venezuelanos vindos da Bahia, a Prefeitura de Vitória, responsável por acolher e ceder moradia temporária, informou que não tem condições de receber mais indígenas da etnia Warao. Isso porque, segundo o cacique da tribo, Ruben Mata, outras 20 pessoas virão da Bahia e se unirão ao grupo em Vitória nesta sexta-feira (19).
Em coletiva de imprensa realizada pela prefeitura da capital nesta quinta (18), a administração municipal informou que acionou o governo federal para ter apoio ao acolher o grupo. São 25 pessoas que estão atualmente em um imóvel no bairro São Pedro.
O espaço, anteriormente utilizado para oferecimento de cursos, agora virou o lar temporário dos indígenas. Antes de chegarem ao local, eles passaram pelo Centro POP, onde se alimentaram na terça-feira (16), data em que foram deixados perto da Rodoviária de Vitória.
A secretária municipal de Assistência Social, Cintya Schulz, classificou que o espaço onde os venezuelanos estão não é o ideal.
"Não é um espaço de quarto, mas atende bem e traz conforto. Se alguma instituição puder ceder o espaço para atendimento, por favor façam contato, pois será de muita ajuda"
Cintya Schulz - Secretária municipal de Assistência Social
De acordo com a secretária, a Prefeitura de Vitória não foi notificada oficialmente sobre a chegada de novos indígenas da tribo Warao.
Segundo a subsecretária de Saúde, Fabrícia Forza, duas pessoas estão desnutridas e há atenção especial para um recém-nascido de nove dias.
A reportagem da TV Gazeta procurou o Ministério da Cidadania para comentar sobre o caso, mas não houve retorno.

ENVIO DO GRUPO PARA VITÓRIA FOI RREGULAR, DIZ MPF-ES 

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) instaurou inquérito para acompanhar o caso do envio dos 25 venezuelanos  para Vitória, em ação considerada pelo órgão como irregular. Ainda na tarde de terça-feira (16), enquanto os venezuelanos continuavam sem abrigo ao lado da Rodoviária de Vitória, o MPF oficiou os órgãos públicos responsáveis por garantir que as políticas de assistência social fossem aplicadas ao grupo.
“Como recebeu diversas informações desencontradas encaminhadas pela Prefeitura de Vitória, ainda nesta terça-feira, 16 de agosto, o MPF/ES ajuizou uma ação civil pública, em caráter de urgência, a fim de garantir que aquelas pessoas não ficassem ao relento no município”, informou.
O órgão salientou que somente no final desta terça-feira (16) tomou conhecimento de que a Prefeitura de Vitória havia encaminhado os indígenas ao Centro Pop, onde passaram a noite. Alegou ainda que vai encaminhar as informações às procuradorias da República de Teixeira de Freitas e de Jequié, na Bahia, "para adoção das medidas que entenderem cabíveis", finalizou.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEFENDE MIGRAÇÃO ORDENADA 

Em nota, enviada na manhã desta quinta-feira (18) sobre o caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que defende uma migração regular, ordenada e segura, bem como a cooperação harmônica entre os entes da Federação, respeitando o direito de liberdade de movimentação dos migrantes dentro do território nacional. 

O QUE DIZ O GOVERNO DO ES

A Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades) disse que foi informada pela Prefeitura de Vitória da chegada dos 25 venezuelanos no Estado e alegou que a pasta deve prestar orientação técnica aos municípios com essa demanda, além de ajudar com os serviços que farão o acolhimento dessa população, mas que o atendimento direto aos indígenas é feito pela equipe municipal de assistência. Leia a nota na íntegra:

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