Publicado em 1 de fevereiro de 2022 às 17:02
A cadeirante atropelada por um ônibus na manhã desta segunda-feira (31), Gisele de Oliveira Mota, de 34 anos, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (1º) e já está em casa. Ela gravou um vídeo sobre o episódio ocorrido no bairro Bela Aurora em Cariacica, na Grande Vitória. >
Além de ressaltar o trauma psicológico após o ocorrido, ela disse que o motorista do ônibus do Sistema Transcol a viu parada na rua, e, mesmo assim, arrancou com o veículo. Ele alegou que havia esquecido que ela estava ali.>
"Parei em frente à farmácia para comprar um remédio. O motorista parou atrás de mim, os passageiros desceram. Ele me viu e disse que depois esqueceu que eu estava ali. E aí foi quando o ônibus pegou na minha cadeira, por mais que eu tenha afastado a cadeira mais para o canto. A empresa ficou de prestar suporte, dar a assistência e vamos aguardar", declarou Gisele, após se recuperar no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE).>
Gisele esperava na rua por conta do desnível das calçadas da região, que são muito altas e sem acessibilidade, impossibilitando sua saída do asfalto. Ela teve a cadeira de rodas destruída, e espera ressarcimento do consórcio operador do sistema Transcol para arcar com os prejuízos físicos e materiais.>
>
Gisele de Oliveira Mota
Atropelada por ônibusA mãe de Gisele, Zilma de Oliveira, além de reclamar da falta de acessibilidade das calçadas na região, criticou a atuação do motorista do ônibus.>
"Não tinha como ela subir sozinha. Ela estava aguardando alguém para auxiliá-la a subir a rampa. Ele [o motorista do ônibus] estava trabalhando, sim, mas cadê a atenção dele naquela hora?">
Em nota, a Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb) disse que lamenta o acidente e disse que vai notificar o consórcio operador para apurar os fatos e informar quais providências serão tomadas.>
A Polícia Civil orienta que a vítima faça o boletim do acidente e represente contra o autor.>
Nesta segunda-feira (7), o motorista Rômulo Fontana – que dirigia o ônibus no atropelamento – procurou a equipe de A Gazeta para reforçar que prestou todo o apoio à vítima, tanto no momento em que o acidente aconteceu, quanto nos dias seguintes, quando pagou pela nova cadeira da Gisele.>
"Eu tinha visto ela antes, mas eu preciso ficar observando os passageiros desembarcarem pelo retrovisor. Nesse tempo, ela foi para o meu ponto cego e pensei que ela tivesse saído. Quando prensou, eu esperei tirarem ela daquela situação, abri a porta e desci, disse que iria cuidar de tudo", lembrou.>
Ele também afirmou que "o local não tem calçada-cidadã", que esperou a chegada da ambulância e se identificou junto à polícia. "No dia seguinte, eu dei R$ 1.390 na empresa para poder pagar a nova cadeira, porque a que tinha sido emprestada não passava pelas portas da casa dela", comentou. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta