Com a proibição do uso de funcionários para entregas de gás de cozinha aos domingos no Espírito Santo, consumidores poderão optar pela retirada do botijão diretamente nas revendas que estiverem abertas. O Corpo de Bombeiros, no entanto, alerta que o produto não deve ser transportado de forma improvisada.
A restrição às entregas foi estabelecida em uma Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre os sindicatos das revendas e dos trabalhadores do setor. A regra entrou em vigor em 1º de agosto, mas terá fiscalização e aplicação de multas a partir de novembro. Aos domingos, o proprietário da revenda poderá realizar pessoalmente as entregas, enquanto os estabelecimentos também poderão funcionar para retirada presencial.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES), a opção mais segura para o consumidor continua sendo solicitar a entrega por meio de um revendedor autorizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O transporte de botijões em automóveis fechados, como carros de passeio, não é permitido pela regulamentação aplicável, conforme esclareceu o CBMES. Em caso de vazamento, o gás pode ficar concentrado dentro do veículo e formar uma atmosfera inflamável. Nessas condições, uma faísca pode provocar incêndio ou explosão.
Também devem ser evitados o transporte em ônibus, bicicleta, motocicleta comum ou mesmo a pé. Um botijão P-13 cheio pesa cerca de 28 quilos, o que aumenta o risco de queda, impacto e perda de equilíbrio.
Motocicletas podem ser utilizadas por revendedores para transportar GLP, mas precisam atender a exigências específicas. Por isso, o consumidor não deve improvisar o transporte do recipiente nesse tipo de veículo.
Nos meios autorizados, o botijão deve permanecer sempre em pé, estável e protegido contra quedas e impactos. Ele não pode ser levado deitado, pois o gás em estado líquido pode atingir a válvula de segurança e aumentar o risco de vazamento.
De acordo com a ANP, antes de sair da revenda, o consumidor deve observar se o recipiente possui lacre de segurança, rótulo e identificação da distribuidora. Também é necessário recusar botijões com amassados, corrosão intensa, sinais de vazamento ou outros danos aparentes.
Na hora da troca, o fogão deve estar desligado, e o ambiente precisa permanecer ventilado e distante de chamas ou fontes de calor. A mangueira e o regulador devem ser adequados e estar dentro do prazo de validade.
Além disso, o regulador deve ser conectado manualmente. Segundo os Bombeiros, ferramentas não devem ser utilizadas para forçar o aperto, porque podem danificar a peça. Já a mangueira não pode ficar dobrada, prensada ou encostada em partes quentes do fogão.
Depois da instalação, o teste de vazamento deve ser feito com espuma de água e sabão ou detergente sobre a válvula. O surgimento de bolhas indica vazamento. Fósforos, isqueiros ou qualquer tipo de chama jamais devem ser usados nessa verificação.
O botijão deve ficar em área externa e ventilada, protegido de impactos e afastado de fontes de calor, ralos ou outros pontos onde o gás possa se acumular. Ele não deve ser armazenado em armários, quartos, banheiros, porões ou garagens fechadas.
Pessoas idosas, pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida também não devem tentar transportar ou instalar o botijão sem auxílio, devido ao peso e ao risco de queda. Nesses casos, a recomendação é pedir ajuda ou optar pela entrega em domicílio.
Em caso de vazamento, não se deve acender ou apagar as luzes, ligar equipamentos elétricos, fumar ou produzir qualquer chama ou faísca. Portas e janelas podem ser abertas para ventilar o ambiente, desde que isso seja feito com segurança.
Se for possível, sem colocar ninguém em risco, o registro do gás deve ser fechado. Em seguida, as pessoas devem sair do local e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, usando um aparelho fora da área onde o gás possa estar acumulado.