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Saúde

Vacina contra a poliomielite passa a ter 2ª dose de reforço no Brasil

Com a mudança, o esquema vacinal contra a pólio passa a contar com cinco doses, disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde

Publicado em 02 de Julho de 2026 às 14:08

Estefany Benachio

Publicado em 

02 jul 2026 às 14:08
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A vacina contra poliomielite passa a incluir uma segunda dose de reforço no Calendário Nacional de Vacinação. A mudança entra em vigor em todo o país a partir do dia 3 de agosto.


Com a mudança, o esquema vacinal contra a pólio passa a contar com cinco doses, todas realizadas com a vacina inativada poliomielite (VIP), disponível gratuitamente na rede pública de saúde.


As doses de reforço são administradas após o esquema primário de vacinação para induzir e manter a imunidade. No caso da pólio, o novo reforço será aplicado depois das doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida e do primeiro reforço, aos 15 meses. A segunda dose de reforço é recomendada para aquelas que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço, com aplicação aos 4 anos de idade


A inclusão se deu após conversa com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), com participação de sociedades científicas, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

DADOS

O impacto da vacinação

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), há 39 anos não há registros de capixabas com poliomielite. A vacina está disponível em cerca de 700 salas de vacinação do Estado. 


No Brasil, o último caso ocorreu em 1989 e possui a certificação de área livre da circulação do poliovírus.

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Especialista esclarece dúvidas sobre a vacinação contra a poliomielite

+ Sobre o reforço da vacina

  • Público-alvo: crianças menores de 5 anos.

  • A segunda dose de reforço é recomendada para aquelas que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço.

  • Crianças com esquema incompleto também devem ser vacinadas. Os serviços de saúde avaliarão a situação de cada uma e orientarão sobre as doses pendentes. A vacinação pode ser realizada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

  • Para crianças imunocomprometidas, não houve alteração. O segundo reforço com VIP já estava indicado para esse público nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais e na Rede de Imunobiológicos Especiais.

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