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Coronavírus

Taxa de ocupação em hospitais vai determinar abertura de leitos no ES

Caso o percentual de ocupação dos leitos de UTI fiquem abaixo de 70%, governo irá reverter os leitos que foram destinados à Covid-19  para atender pacientes com outras  doenças

Publicado em 24 de Julho de 2020 às 19:18

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 jul 2020 às 19:18
Foram entregues 15 novos leitos semi-intensivo no Hospital Estadual Dr. Dório Silva, na Serra
A taxa de ocupação de leitos de UTI, destinados ao tratamento de pacientes com o novo coronavírus chegou a 72,02% Crédito: Giovani Pagotto/Governo-ES
A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), destinados ao tratamento de pacientes com coronavírus no Espírito Santo vem diminuindo gradualmente e chegou ao percentual de 72,02% nesta sexta-feira (24). 
Caso esse índice fique abaixo de 70%, a Secretaria da Saúde (Sesa) irá reverter os leitos que foram destinados à Covid-19 nos últimos meses para que também possam atender pacientes que apresentem outras comorbidades.
De acordo com o secretario estadual da Saúde, Nésio Fernandes, durante entrevista de imprensa online na tarde desta sexta-feira (24), a taxa da ocupação dos leitos hospitalares, em especial os de UTI está abaixo de 80%, mas ainda não chegou  aos 60%.
Por isso, ainda não é possível ter segurança para reverter um perfil completo dos hospitais que são referências para o tratamento da Covid-19 para uma oferta de leitos hospitalares destinados à outras especialidades.
"No momento em que a ocupação geral do Estado ficar abaixo de 70%, iniciaremos pelo Hospital Dório Silva a reversão parcial dos leitos que foram destinados à Covid para atender pacientes que apresentem outras condições de saúde. Sempre usaremos esse indicador como base", afirmou.
O secretário completou que, a medida que a ocupação for reduzida de maneira sustentada, somente uma nova onda de contaminação pelo coronavírus poderá  pressionar os serviços hospitalares. Neste caso, sempre que a ocupação chegar a 80%, a Sesa irá ampliar a oferta de leitos. "Vamos ajustando o tamanho da rede hospitalar de acordo com o comportamento da epidemia".

REDE PRIVADA

A Secretaria de Saúde (Sesa) também vai reavaliar a compra de leitos em hospitais privados a partir de agosto. 
"Iremos fazer prorrogações dos contratos da compra de leitos privados pelo prazo de 30 dias para termos uma margem segura. Cabe destacar que fizemos a contratualização em um modelo diferente, não é a simples compra, mas sim a possibilidade de habilitar leitos dentro do sistema de saúde, passando a habilitar exclusivamente para a rede pública. Isso já era praticado nos hospitais filantrópicos e passamos a adotar essa relação também com a rede privada", disse. 

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