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Tragédia ambiental

Símbolo da agroecologia no Caparaó é destruído em incêndio

Sítio Jaqueira, em Alegre, perdeu 90% da área de reflorestamento em um incêndio no fim de semana. Instituição pede ajuda da população em uma vaquinha virtual

Publicado em 15 de Setembro de 2020 às 19:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 set 2020 às 19:36
Instituição faz vaquinha nas redes sociais para ajudar na recuperação Crédito: Reprodução/ Redes sociais
Um dos símbolos da agroecologia na Região do Caparaó, quase foi totalmente destruído por um incêndio em Alegre. As chamas, que começaram na última sexta-feira (11) e perduraram até o dia seguinte, consumiram 30 hectares de uma área reflorestada no Sítio Jaqueira. A instituição agora tenta se reerguer e pede ajuda da população em uma vaquinha virtual.
O fogo consumiu cerca de 90% da área que possuía árvores nativas. Com o uso de abafadores, bombeiros e muitos voluntários de diversos órgãos atuaram para conter as chamas no terreno íngreme, um trabalho que levou mais de seis horas.
O Sítio Jaqueira é uma instituição informal de educação ambiental e capacitação em "plantio de água", agroecologia e sistema agroflorestal. Ana Cláudia Meira cuida do local ao lado do marido, Newton Campos. Segundo ela, nos 37 anos de atuação da unidade esta é a 9ª vez que um incêndio atinge o sítio.
Sítio Jaqueira, em Alegre, perdeu 90% de área de reflorestamento em incêndio Crédito: Reprodução/ Corpo de Bombeiros
“Há cerca de 11 anos não havia um incêndio aqui. Todos os anos, fazemos o aceiro no entorno da propriedade (técnica para evitar a entrada do fogo no terreno) e é feito com recursos próprios. Desta vez, somente conseguimos salvar a parte mais baixa, da agroindústria. Na minha casa, o fogo chegou a cerca de 20 metros. Foi desesperador, não sabia se corria, se chorava, se pagava os documentos, afastei o carro e subi para apagar o incêndio novamente”, relembra Cláudia.

AJUDA

O vento forte ajudou a propagar as chamas, que consumiram também boa parte da área de mata ciliar e deixou exposta a nascente da propriedade. Após a tragédia, a prioridade é reflorestar a área para proteger a nascente, já que ela abastece 6 casas na região. Além disso, será preciso contratar mão de obra, adquirir novo encanamento e caixas d’água.
Para conseguir recursos para esta etapa emergencial, uma vaquinha virtual foi aberta para arrecadar fundos. “Teremos que refazer a cerca da divisa, para impedir que o gado vizinho acesse a propriedade. Outra ação rápida é a recarga da nascente, que com a área queimada, há o risco das cinzas e plantação queimada ser levada com uma chuva, por exemplo, e assorear a nascente”, explica Cláudia Meira.
A ambientalista e moradora do sítio conta que já recebeu o apoio da população e de empresas, para o reflorestamento. Além disso, pessoas se prontificaram a ajudar em mutirões de trabalho. Alunos do curso de biologia da Universidade Federal do Espírito Santo e professores do IFES contribuíram para salvar os animais que habitavam a mata destruída. As doações podem ser feitas pelo link http://vaka.me/1376104.
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