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Coronavírus

Sancionada lei que proíbe fechamento de igrejas de Cariacica na pandemia

A lei, aprovada na Câmara Municipal de Cariacica no final de junho, foi publicada no Diário Oficial do município nesta quinta-feira (09)

Publicado em 09 de Julho de 2020 às 08:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 jul 2020 às 08:27
Igreja de São João Batista, em Cariacica Sede. Templos são considerados atividades essenciais no município
Igreja de São João Batista, em Cariacica Sede. Templos são considerados atividades essenciais no município Crédito: Claudio Postay/ Prefeitura de Cariacica
O prefeito de CariacicaGeraldo Luzia de Oliveira Júnior, o Juninho (PPS), sancionou uma lei que coloca igrejas e templos de qualquer culto na lista de atividades essenciais em períodos de calamidade de saúde pública, como a pandemia de coronavírus.
A lei, aprovada na Câmara Municipal de Cariacica no final de junho, foi publicada no Diário Oficial do município nesta quinta-feira (09). O texto, de autoria do vereador Itamar Freire (PDT), proíbe a determinação de fechamento total das igrejas na cidade.
Na apresentação do projeto, o vereador afirmou que as igrejas exercem um papel importante na sociedade e justificou que a "palavra sagrada, direcionada àqueles que buscam um socorro da alma, é fundamental neste momento de grave conturbação social provocada pelo isolamento, pelas dificuldades financeiras enfrentadas pela sociedade de modo geral".
A lei, no entanto, autoriza que seja limitado o número de pessoas presentes  com a garantia mínima de 30% da ocupação da igreja, mas impede qualquer restrição de acesso, a entrada ou a locomoção até o local.
As igrejas, porém, segundo a lei, precisam garantir, durante a pandemia, o distanciamento social no interior de 1,5m entre os fiéis, fixar na entrada e em local de destaque a lotação máxima do estabelecimento, exigir o uso de máscaras, oferecer álcool em gel e vedar o acesso de pessoas do grupo de risco.

LEI SEMELHANTE NA ASSEMBLEIA

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo também aprovou um projeto de lei que classifica as igrejas e demais templos religiosos como estabelecimentos que exercem atividades essenciais e que, portanto, não podem ser totalmente fechados em períodos de calamidade. Votado em caráter de urgência na sessão ordinária desta quarta-feira (8), o documento será encaminhado para análise do governador Renato Casagrande (PSB).

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