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Alerta

Mimoso do Sul investiga oito casos de febre maculosa após duas mortes pela doença

Vigilância percorre áreas de pastagem e próximas a rios para coletar carrapatos e verificar a presença da bactéria causadora da doença

Publicado em 12 de Agosto de 2026 às 15:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 ago 2026 às 15:03
Equipes da Vigilância Epidemiológica de Mimoso do Sul em campo
Equipes da Vigilância Epidemiológica de Mimoso do Sul em campo Divulgação/ Mimoso do Sul

Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, está em alerta por causa da febre maculosa. O município investiga oito novos casos suspeitos da doença e confirmou, neste ano, duas mortes relacionadas à infecção. A situação preocupa principalmente moradores que vivem ou trabalham em áreas rurais. A doença é transmitida pela picada do carrapato-estrela, que pode carregar a bactéria responsável pela febre maculosa.


Morador do município, o aposentado Evaldo Calegário acompanhou de perto a gravidade da doença depois que um conhecido foi infectado. “Quando ele pegou, sentimos que perderíamos um amigo, pois, nas condições em que estava, nem esperávamos. Mas ele sarou”, contou em entrevista à repórter Marina Venturoli, da TV Gazeta Sul.

Vigilância monitora áreas de risco

Diante dos casos notificados, equipes da Vigilância Epidemiológica de Mimoso do Sul estão percorrendo áreas de pastagem e regiões próximas a rios para capturar carrapatos. Os parasitas coletados são encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), onde passam por análise para verificar a presença da bactéria causadora da febre maculosa. Segundo a Vigilância Epidemiológica do município, os resultados das amostras ainda são aguardados.


A febre maculosa pode ser transmitida pelo carrapato-estrela. O parasita pode se infectar ao se alimentar do sangue de animais contaminados, como capivaras e cavalos. Quando um carrapato infectado permanece preso à pele de uma pessoa por determinado período, existe o risco de transmissão da bactéria.


A recomendação é evitar, sempre que possível, áreas de mata, pastagens e locais próximos a rios onde possa haver presença de carrapatos. Moradora da zona rural, Camila Figueira Reis afirma que redobra os cuidados com o filho para evitar o contato com o parasita. “Como a gente mora na roça, evita ficar no meio do mato e pegar carrapato e, assim, não pegar a doença”, disse.


Febre, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e manchas na pele estão entre os sintomas da febre maculosa. A orientação é procurar atendimento médico caso eles apareçam, principalmente após a passagem por áreas onde há possibilidade de contato com carrapatos.


“Apresentou os sintomas, procure a unidade de saúde mais próxima e comunique ao profissional de saúde que esteve em área rural. Outra recomendação importante é retirar o animal com o auxílio de uma pinça. A gente não pode pôr óleo quente, esquentar, colocar álcool ou apertá-lo, pois corre o risco de transmitir a doença”, orientou o técnico em Vigilância Epidemiológica Thiago Santiliano.

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