Famílias fazem carreata para pedir retorno das aulas presenciais no ES

Protesto aconteceu na manhã deste sábado (16), depois de as prefeituras da Grande Vitória decidirem adiar a retomada das atividades escolares

Vitória
Publicado em 16/01/2021 às 18h08
 Carreata em prol do retorno das aulas municipais
Carreata em prol do retorno das aulas municipais. Crédito: Bárbara Campos/Movimento Pais Pela Educação

Em resposta à decisão tomada nesta semana pelas prefeituras da Grande Vitória, de não retornar com as aulas presenciais da rede municipal em fevereiro em função da pandemia da Covid-19, um grupo de manifestantes realizou uma carreata na manhã deste sábado (16), em Vitória, para pedir a volta às aulas.

A carreata foi organizada pelo movimento Pais Pela Educação ES, em conjunto com a mesma entidade nacional. Segundo a pedagoga Bárbara Campos, que colaborou com o evento, pelo menos 26 carros participaram.

Guiados por um trio-elétrico, os manifestantes percorreram alguns trechos da Capital, passando em frente à Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e à Secretaria Municipal de Educação (Seme), além da Orla de Camburi.

“Nosso objetivo é chamar a atenção do poder público e de toda a sociedade da importância do retorno híbrido das aulas, respeitando o protocolo estipulado pelo governo do Estado. Temos recebido relatos de pais desesperados, pois seus filhos estão desenvolvendo transtornos de ansiedade e sono, depressão, se automutilando e regredindo nas questões sociais, cognitivas e socioafetivas”, destaca a pedagoga.

Ela observa ainda que muitas crianças não conseguiram acompanhar o ensino remoto, o que tem causado um déficit intelectual e de aprendizagem cujas consequências são imprevisíveis.

VOLTA ÀS AULAS ADIADA

As secretarias de Educação de Vitória, Cariacica, Serra e Vila Velha decidiram por não retornar às aulas presenciais nas escolas públicas municipais em fevereiro. A decisão foi tomada em reunião envolvendo os secretários das pastas dos municípios na última quinta-feira (14).

O secretário de Educação da Serra, Alessandro Bermudes, afirmou que, a partir da próxima semana, um comitê será formado reunindo novamente os secretários das pastas, além de representantes de órgãos como o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e outras entidades competentes. Esse comitê, segundo ele, fará reuniões semanais para debater o retorno das atividades escolares.

Bermudes ainda reiterou que o curto tempo de preparo das novas gestões municipais, que tomaram posse no dia 1º de janeiro, em relação à pandemia do coronavírus, dificulta uma tomada de decisão imediata em relação ao assunto. Ele explicou também que cada município tem sua particularidade e, por isso, o retorno às aulas presenciais demanda mais tempo.

"A realidade desses municípios é diferente do resto do Estado. Na Serra, 15 escolas municipais estão em condições precárias. Precisamos de tempo para trabalhar com os professores como será essa volta, se será híbrido, tudo isso requer tempo. As gestões começaram agora, então requer tempo", afirmou o secretário.

A decisão, assinada pelos secretários Juliana Rohsner (Vitória), José Roberto Aguiar (Cariacica), Fabiana Kauark (Vila Velha) e Alessandro Bermudes (Serra), aponta fatores como a adequação dos espaços físicos ao protocolo sanitário, formação de profissionais e quantidade limitada de vacinas para o não retorno às atividades presenciais em fevereiro. Confira a nota na íntegra:

Considerando que, os insumos adquiridos para adequar as escolas para volta presencial, não serão entregues no mês de janeiro;

Considerando a adequação dos espaços físicos para o atendimento dos protocolos sanitários;

Considerando a necessidade de formação dos profissionais da educação, para o desenvolvimento do continuum curricular;

Considerando que o mês de fevereiro tem apenas 13 dias letivos;

Considerando que a produção das vacinas tem um quantitativo limitado e que mesmo priorizando os profissionais da educação existe um tempo para que se concretize;

Ficou definido pelos secretários de educação dos municípios de Vitória, Serra, Cariacica e Vila Velha, que o retorno presencial não ocorrerá em fevereiro. 

Ficou definido que as condições para o retorno serão dialogadas com um comitê unificado, envolvendo as instituições representativas de classe, Conselhos Municipais de Educação, Fóruns de diretores, MP-ES e representantes da saúde bem como o acompanhamento do mapa do risco.

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