O Espírito Santo chegou a 17 casos confirmados de mpox em 2026, sendo seis registrados na última semana epidemiológica, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na quinta-feira (5). Os casos foram registrados em sete municípios: Cariacica, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Serra, Vila Velha e Vitória.
As seis confirmações representam o maior número registrado em uma única semana epidemiológica no Estado neste ano. Até então, o máximo havia sido de dois casos por semana, segundo os dados da Sesa.
Todos os 17 casos confirmados até o momento são de pessoas do sexo masculino, com maior concentração na faixa etária de 30 a 39 anos, que reúne seis registros.
O aumento recente de confirmações ocorre em um cenário de maior circulação do vírus no país, com uma alta considerável sendo apontada no Rio de Janeiro. Naquele Estado, foram confirmados 269 casos da doença infecciosa de janeiro a 3 de novembro – em 2025, foram 92 no mesmo período. Em todo o Brasil, são 665 resultados positivos até o momento.
Para reforçar a capacidade de prevenção e resposta à doença, o Ministério da Saúde autorizou, nesta semana, a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox. A compra será realizada por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e tem como objetivo recompor o estoque estratégico de imunizantes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, a vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, por terem maior risco de desenvolver formas graves da doença.
A orientação do Ministério da Saúde é que essas pessoas procurem os Centros de Referência onde já realizam acompanhamento para fazer o cadastro e agendar a vacinação.
Caso haja doses remanescentes, a imunização poderá ser ampliada para pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.
O esquema prevê a aplicação de duas doses da vacina, com intervalo de 28 dias. O Ministério da Saúde frisa ainda que a vacinação pós-exposição é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato com o vírus.
A aplicação também pode ser realizada em até 14 dias. Nesse intervalo, a efetividade para evitar a infecção é menor, mas a imunização pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas graves.
Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com mpox, como lesões ou erupções na pele, febre e aumento de linfonodos (ínguas), devem procurar um serviço de saúde para avaliação e, quando necessário, coleta de amostras para diagnóstico laboratorial.
Quem teve contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação da doença também deve procurar um serviço de saúde para avaliação do risco de exposição e receber orientações sobre o monitoramento de sinais e sintomas.