Publicado em 12 de abril de 2023 às 19:10
- Atualizado há 3 anos
O número de mortes provocadas pela dengue no Espírito Santo cresceu de forma exponencial nos primeiros meses de 2023 e já é pelo menos sete vezes maior se comparado com o ano passado. Até o momento, 31 pessoas não resistiram aos quadros mais graves da doença, enquanto este índice foi de apenas seis em 2022. >
De acordo com os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), ao todo, já são 86.611 notificações da dengue no Estado. Desse total, 43.475 foram confirmados e 28.210 ainda estão sob investigação. >
Além disso, uma pessoa morreu em 2023 devido à chikungunya, doença também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, principal vetor da dengue. Até o momento, não há registros de óbito por zika. >
Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (12), o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, afirmou que a morte por chikungunya aconteceu em Viana. O município com a maior concentração de mortes pela doença é Linhares. Em seguida, aparecem Castelo, Vitória e Cachoeiro de Itapemirim, respectivamente.>
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As mortes pela dengue nos municípios do ES
Linhares - 6 óbitos
Castelo - 5 óbitos
Vitória - 3 óbitos
Cachoeiro de Itapemirim - 2 óbitos
Colatina - 2 óbitos
Muniz Freire - 2 óbitos
Serra - 2 óbitos
Afonso Cláudio - 1 óbito
Governador Lindenberg - 1 óbito
Ibatiba - 1 óbito
Marataízes - 1 óbito
Muqui - 1 óbito
Pancas - 1 óbito
Santa Maria de Jetibá - 1 óbito
São Mateus - 1 óbito
Vila Velha - 1 óbito
Das mais de 80 mil notificações feitas até o momento, cerca de duas mil foram de quadros graves ou com sinais de alarme (sintomas persistentes que exigem maior cuidado), conforme destacou o subsecretário. "Este é um número de pessoas que precisaram de um maior cuidado até agora. Os casos graves – foram 111 – já apresentam complicações. Ele sempre precisará estar internado", afirmou.>
Luiz Carlos Reblin
Subsecretário de Vigilância em SaúdeO subsecretário também ressaltou que o Estado pode ter começado a apresentar uma estabilidade da doença, mas que ainda não é hora de relaxar dos cuidados, visto que o número de novas notificações ainda está alto. >
"Nas semanas [epidemiológicas] 11, 12 e 13, nós tivemos esse patamar de 9 mil casos notificados. Na 14, que foi a semana anterior daquele grande feriado [Semana Santa], nós tivemos cerca de 7.600 casos notificados. Teve uma redução de aproximadamente 21%. Estamos avaliando se essa diminuição se deu pelo feriadão, porque alguém com um sintoma mais leve pode não ter procurado o sistema de saúde. Então não temos certeza absoluta se chegamos na diminuição nos casos de dengue", afirmou.>
"Já podemos trabalhar com uma estabilização das notificações, e acompanhar o momento em que elas começarão a reduzir entre nós. Mas ainda não é o momento de abaixar a guarda", completou.>
Uma importante estratégia para o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de arboviroses como dengue, zika e chikungunya, está na conscientização da população quanto às ações de cuidados. Esse trabalho se faz ainda mais importante, uma vez que 80% dos focos encontram-se nas residências.>
Veja os cuidados divulgados pela Sesa:>
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