Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Noroeste do ES

Cães brincam em bancos de areia do Rio Doce e chamam atenção em Colatina

Cena curiosa registrada no Rio Doce evidencia a formação dos bancos de areia, fenômeno natural que, segundo especialistas, vem se intensificando nos últimos anos

Publicado em 04 de Agosto de 2026 às 21:59

Ana Muniz

Publicado em 

04 ago 2026 às 21:59

Dois cachorros foram flagrados brincando no meio do Rio Doce, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, na manhã desta terça-feira (4). Um vídeo registra os animais correndo sobre bancos de areia e nadando em frente à Ponte Florentino Avidos. (Veja acima)


A cena curiosa chamou a atenção de quem passava pelo local e evidenciou um fenômeno comum nesta época do ano: a formação de bancos de areia no leito do Rio Doce, favorecida pela redução do volume de água durante o período de estiagem.

Formação dos bancos de areia

Segundo o engenheiro agrícola e ambiental Raphael Moreira, os bancos de areia surgem naturalmente em razão da diminuição das chuvas na bacia do Rio Doce, principalmente em Minas Gerais, onde o rio nasce. Com menos água escoando, o nível do rio baixa e parte do leito fica exposta.


"O Rio Doce nasce em Minas Gerais e depende das águas das chuvas de lá. Nesse período de menor volume de precipitações, é natural que o rio apresente um nível mais baixo", explica.

Fenômeno se intensificou

Embora seja um processo natural, Raphael afirma que a formação desses bancos de areia tem ocorrido de forma mais acelerada nos últimos anos. Segundo ele, fatores como a degradação das matas ciliares, a ocupação irregular das margens e o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, contribuíram para intensificar o fenômeno.


"O rompimento da barragem trouxe uma água com muitos sedimentos. Então, ele trouxe isso para um rio que estava lento e é largo, então favoreceu que acontecesse mais rapidamente a formação de bancos de areia", esclarece Raphael.


As mudanças na paisagem chamam a atenção de moradores antigos da cidade. O servidor público Isael Jorge Sousa  conta que o cenário é bem diferente daquele que conheceu na infância, na década de 1950. "Esse rio já foi muito exuberante", lembra. "Nos meus tempos de criança, por mais raso e seco que estivesse, nós nunca tínhamos visto aquelas pedras", relata ao olhar para o rio.


Para o especialista, a solução para o problema vai além do uso de dragas para retirar areia do rio. "A recuperação das matas ciliares e a melhoria da ocupação lateral do rio vão favorecer para que não ocorra um aumento acelerado dos bancos de areia", ressalta.

Veja Também 

Unidade da Samarco em Ubu

Lama no Rio Doce: Samarco prorroga prazo para pedir indenização de R$ 35 mil

Reunião do Ministério da Igualdade Racial com a comunidade quilombola de Povoação, em Linhares

Comunidade quilombola do ES aceita Novo Acordo do Rio Doce e vai receber R$ 430 milhões

Imagem de destaque

Secretaria do Rio Doce no ES terá terceiro secretário desde dezembro de 2024

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Suspeito usava jaqueta de aplicativo de delivery para vender drogas em Vitória
Convenção do Republicanos cofirmou nome de Pazolini na disputa pelo governo do ES
Evair deixa espaço aberto para o PSD e diz que partido pode integrar chapa ao Senado
Trump, Presidente dos Estados Unidos
Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados