A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) figura entre as melhores instituições do mundo, mas, na edição de 2026 do CWUR (Centro para Rankings Universitários Mundiais, na sigla em inglês), divulgada nesta segunda-feira (1º), apresentou uma queda de sete posições. Entre os motivos apontados pela instituição de ensino para a regressão na avaliação, ao passar da colocação 1.268 para a 1.275, estão os conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, na Europa.
O secretário de Relações Internacionais da Ufes, Felipe Guimarães, explica que o desempenho da universidade foi impactado por fatores externos, como as guerras, por afetarem o preço dos combustíveis e das passagens aéreas, dificultando, dessa maneira, a mobilidade estudantil.
Há, ainda, políticas de imigração mais restritivas adotadas por países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, que também limitam a mobilidade dos estudantes, mudanças geopolíticas e econômicas, além do aumento no custo de vida – despesas com moradia, transporte e alimentação.
Para ampliar parcerias e sua presença internacional, o secretário de Relações Internacionais destaca que a universidade tem aumentado a oferta de bolsas, auxílios e cursos.
Guimarães cita, ainda, a oferta de cursos de idiomas para fins de internacionalização: inglês, espanhol e português como língua estrangeira. São 540 vagas a cada trimestre, 2.160 vagas ao ano.
"Ainda assim, a Ufes continua na faixa das 30 melhores universidades do Brasil. Se formos considerar apenas as federais, que são cerca de 70, estamos numa faixa intermediária", valoriza.
O secretário afirma que, para a sociedade capixaba, a Ufes estar entre as instituições brasileiras mais bem colocadas em um ranking internacional significa possibilidades de participar de redes internacionais de pesquisa (com acesso a outros conhecimentos e tecnologias), realizar programas de mobilidade (física e virtual) e aprender novos idiomas e conhecer novas culturas, além de poder divulgar em âmbito mundial os conhecimentos e tecnologias desenvolvidos.
O ranking
A Ufes não foi a única instituição brasileira a recuar no ranking. De 52 universidades, 45 caíram de posição. Isso significa que 87% das instituições nacionais classificadas no ranking caíram, enquanto apenas cinco avançaram e duas ficaram estáveis.
Para medir esses dados, o CWUR avaliou 21.291 instituições em todo o mundo e filtrou as 2 mil melhores. A metodologia do ranking analisa 81 milhões de pontos de dados e indicadores objetivos baseados em resultados, distribuídos em quatro grandes áreas. O peso principal da avaliação fica dividido entre o desempenho dos estudantes e a atividade científica.
Os critérios de educação e empregabilidade respondem, cada um, por 25%, medindo, respectivamente, o sucesso acadêmico e profissional dos ex-alunos em relação ao tamanho da universidade.