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Apoio ao governo: "Rebeldia e sabotagem nos trouxeram aqui", diz Rodrigo Chamoun

Presidente do Tribunal de Contas e representantes de várias entidades  declararam apoio às medidas restritivas anunciadas pelo governador Renato Casagrande

Publicado em 16 de Março de 2021 às 21:20

Glacieri Carraretto

Publicado em 

16 mar 2021 às 21:20
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, durante anuncio de quarentena de 14 dias
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, durante anuncio de quarentena de 14 da Crédito: Helio Filho | Secom ES
"Estamos no pior momento da pandemia", resumiu Renato Casagrande, ao anunciar os motivos que levou a gestão estadual a adotar medidas mais restritivas,  por 14 dias, no Espírito Santo, anunciadas na tarde de terça-feira (16).
A pandemia do novo coronavírus já tirou a vida de 6.783 pessoas no Espírito Santo e está com tendência crescente. Já a procura por leitos  de UTIs chegou a 150 em 24 horas,  pelo segundo dia consecutivo, e o número de contaminados só aumenta. Dentro desse contexto, o Governo Estadual tomou a decisão - assim como outros estados do Brasil - de restringir o funcionamento de atividades não essenciais. 
"O Brasil está passando de um colapso da saúde e o Espírito Santo não é uma ilha, chegamos a um nível crítico. Não foi por falta de informação de qualidade e aviso. Cientistas, pesquisadores, médicos e autoridades sanitárias se desdobraram para comunicar a população. Mas não adiantou, a rebeldia e a sabotagem contra as medidas de proteção individual e distanciamento físico nos trouxeram até aqui", destacou o presidente do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), o conselheiro Rodrigo Chamoun, ao prestar apoio à lista de restrições divulgadas.
O agravamento do quadro da pandemia no Estado após um ano do vírus circulando tem causas específicas, como aponta Renato Casagrande. "A demora na vacinação - pois  não há vacinas suficientes - ,  ausência de coordenação nacional,  novas variantes dos vírus e o negacionismo dos efeitos dos vírus", enumera o governador capixaba.  

APOIO DE ENTIDADES

Dentro desse contexto, representantes de entidades do Espírito Santo se posicionaram a favor das medidas de restrição. Um deles  foi o defensor público-geral Gilmar Alves Batista. "Gerir é tomar decisões e nem sempre queremos tomar essas decisões, mas são medidas de responsabilidade com a população. Precisamos prevenir o coronavírus e só há duas formas: uma é o distanciamento e vacinação em massa. Como não podemos, hoje, vacinar toda a população, então é a medida correta a ser adotada é essa que o governo do estado está tomando", pontuou Batista.
O deputado estudal Erick Musso, presidente da Assembleia Legislativa, descreveu que a casa tem acompanhado e votado os projetos propostos, deixando claro seu apoio ao Poder Executivo. "O governador recebeu total autonomia para tomar decisões duras e difíceis, mas sempre pensando no coletivo. Enquanto não tivermos uma vacinação em massa vamos enxugar gelo. A medida é amarga, mas necessária para o atual momento e para que não colapsemos", enfatizou Musso.
Fechando o tridente dos poderes, o desembargador Ronaldo Gonçalves de Souza, presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) afirmou que é preciso frear o avanço da pandemia. " Os olhos do Poder Judiciário estão voltados para que as ações anunciadas sejam realmente luzes para acalmar essa situação. Meus olhos estão voltados para a fé para que tudo melhore e nosso Estado saia dessa situação de maneira honrada", pontuou o desembargador, que disse que o funcionamento do judiciário será avaliado para passar por este momento.
"Estamos defendendo o que é certo. As pessoas com Covid-19 que morreram no Espírito Santo foram pela agressividade da doença e não por não ter atendimento. UTI não é spa, se temos necessidade de abrir novas UTIs é porque chegamos à ruína enquanto sociedade."
Rodrigo Chamoun - Presidente do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES)
A pressão nos hospitais pela demanda urgente e crescente de leitos foi relatada por Fabrício Gaeede, presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos do Espírito Santo (FEHFES). 
"Desde a semana passada, acompanhamos o aumento dos números de pacientes, o que trouxe uma preocupação. Grande parte das instituições estão operando com 100% da capacidade. Temos nos colocados à disposição da sociedade, nossos profissionais têm sofrido cargas psicológicas e físicas, mas estamos dando nosso melhor. Esperamos que a sociedade capixaba possa fazer o mesmo, para que, num futuro,  possamos nos abraçar carinhosamente como fazíamos anteriormente", pontuou o presidente da FEHFES.
Também coube à Luciana Andrade, procuradora-geral de Justiça do Ministério Público Estado do Espírito Santo, descrever que a situação é gravíssima para que chegássemos a esse ponto. "Não é um querer, há uma necessidade por medidas mais restritivas que não são 'achismos', mas uma certeza técnica e científica que de fato podemos diminuir a proliferação do vírus. O Ministério Público vela pelos direitos fundamentais da pessoa, sendo a vida o maior deles, faz um apelo para que tenhamos empatia e união para caminharmos juntos no sentido de um fim para a pandemia com a vacina", enfatizou a procura-geral de Justiça. 
O presidente do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), o conselheiro Rodrigo Chamoun,  começou sua fala com a citação atribuída à Santa Joana D'arc: "Defenda o que é certo, mesmo que isso signifique estar sozinho. Se achar difícil de fazer, pede a Deus a graça da fortaleza. Estamos defendendo o que é certo.  As pessoas que morreram aqui foi pela agressividade da doença e não por não ter atendimento. UTI não é spa, se temos necessidade de abrir novas UTIs é porque chegamos à ruína enquanto sociedade. Sabotamos o uso correto de uma máscara, de um álcool, de distanciamento físico entre as pessoas e, o mais grave, aqueles que promovendo criminosamente aglomerações", descreveu o presidente do TCES durante sua fala de concordância com as medidas estaduais. 
"Estamos em guerra e o  inimigo é o vírus. Esse inimigo assombrou o mundo e o colocou de joelhos", bem completou o conselheiro Rodrigo Chamoun. 

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