Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Assistência

Apenas 30% dos moradores do ES têm plano de saúde, aponta IBGE

Pesquisa revela ainda que a maioria da população depende dos serviços públicos para ter atendimento médico

Publicado em 08 de Setembro de 2020 às 06:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 set 2020 às 06:00
Plano de saúde coletivo não pode ser cancelado durante tratamento
Crédito: Arquivo | Agência Brasil
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, no Espírito Santo, apenas 30,9% da população têm plano de assistência médica ou odontológica. Desse modo, a maioria dos moradores do Estado depende do Sistema Único de Saúde (SUS) para quaisquer procedimentos. 
O levantamento, feito ao longo de 2019 em todo o país e divulgado nesta sexta-feira (4), demonstra que a cobertura no Brasil também se aproxima desse índice,  alcançando 28,5% da população. 
"Assim como o Brasil, o Espírito Santo tem uma realidade muito diversa. Mesmo sendo um Estado pequeno em número de municípios e extensão territorial, há diferenças importantes de Vitória para outros municípios, mesmo se comparado à região metropolitana. A capital tem uma situação bastante confortável em termos de  SUS, e também na cobertura de planos de saúde. Durante muito tempo Vitória liderou entre as capitais que mais tinham planos", pontua Edson Pistori, assessor especial da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Desde a crise econômica de 2014, ele diz, muitas pessoas vêm deixando os planos de saúde para usar os serviços do SUS, num movimento reforçado pela perda de emprego e, consequentemente, de poder aquisitivo.

REDE ESTADUAL

Na rede pública estadual, o reflexo foi observado com o aumento da demanda por consultas especializadas, em torno de 15% nos últimos cinco anos. Algumas áreas são mais estranguladas, tanto por se tratar de subespecialidade, quanto pelo fato de não haver profissionais atuando no serviço público, ou mesmo no Espírito Santo. 
Edson Pistori lembra que, na gestão passada, também houve redução na oferta de consultas especializadas, aumentando as filas de pacientes. Agora, a Sesa trabalha em um projeto de integração da atenção básica, realizada pelos municípios, com o Estado, para reduzir a burocracia e acelerar o processo de atendimento. A pandemia da Covid-19 acabou atrasando a sua implementação, mas agora foi retomado.
Outra estratégia, segundo Edson Pistori, tem sido a de promover residências médicas para suprir a carência de profissionais em determinadas áreas, contribuindo para que esses especialistas permaneçam no Estado. Dessa maneira, o assessor da Sesa espera que o SUS esteja mais bem preparado para um novo aumento na procura pelos serviços públicos, decorrente da pandemia. 
"A pesquisa não pega um dado muito atual, do momento. Acredito que a demanda pelo SUS vai crescer, considerando que o desemprego aumentou e um conjunto de pessoas, que antes tinham plano de saúde, agora não contam com essa assistência. E será a tendência em 2021, 2022. Olhando dados recentes, quando há um aumento de 4, 5 pontos percentuais no desemprego, a pressão sobre o sistema de saúde é direta. Não só porque as pessoas deixam os planos, mas, porque o desemprego provoca apreensões emocionais e isso também gera adoecimento", finaliza.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Endividamento silencioso: como pequenas contas podem quebrar o seu orçamento
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 28/04/2026
Heliponto da Rodoviária de Vitória
Heliponto da Rodoviária de Vitória é reativado para pousos noturnos do Notaer

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados