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Moradia popular

Antigo IAPI é cedido para projeto que prevê 100 moradias no Centro de Vitória

Governo federal formaliza nesta quarta-feira (30) concessão do prédio, abandonado há quase 20 anos; imóvel na Praça Costa Pereira será reformado para receber famílias de baixa renda

Publicado em 29 de Setembro de 2026 às 20:22

Nicoly Reis

Publicado em 

29 set 2026 às 20:22
Prédio do antigo IAPI, vizinho ao Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. Ele vai ser restaurado para moradia popular.
Prédio do antigo IAPI, vizinho ao Teatro Carlos Gomes, vai ser restaurado para virar moradia popular. Carlos Alberto Silva

O governo federal vai formalizar nesta quarta-feira (30) a concessão do antigo prédio do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), no Centro de Vitória, para a implantação de um projeto de moradia popular. Abandonado há quase duas décadas, o edifício deverá ser reformado para abrigar 100 unidades habitacionais.


O Termo de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) será assinado pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) no Espírito Santo. O imóvel será destinado à Associação Habitacional da União por Moradia Popular do Espírito Santo (UNMP/ES), responsável pelo projeto.


Localizado na Rua João Caetano, nº 33, na Praça Costa Pereira, ao lado do Teatro Carlos Gomes, o prédio passará por um processo de retrofit — reforma que permite adaptar e modernizar uma construção existente — e dará lugar ao Residencial Hilda Sperandio. 


A formalização da concessão representa mais um passo para tirar do papel um projeto que passou por diferentes tentativas ao longo dos últimos anos. O edifício está desocupado desde aproximadamente 2007 e já havia sido destinado anteriormente à habitação popular.


Em 2018, o imóvel chegou a ser cedido à Associação Habitacional Comunitária do Estado do Espírito Santo (AHabita-ES), com previsão de atender 106 famílias. O projeto, porém, não avançou após a suspensão de novas contratações com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), e o prédio retornou posteriormente à União.


Uma nova tentativa de aproveitamento do edifício para habitação social ganhou força nos últimos anos. Em 2025, a UNMP/ES teve proposta enquadrada e aprovada para conduzir o empreendimento.

Projeto prevê 100 unidades 

O governo federal informou que o Residencial Hilda Sperandio terá 100 unidades habitacionais. 


O empreendimento integra uma parceria entre o Imóvel da Gente, conduzido pela SPU, e o Minha Casa, Minha Vida, coordenado pelo Ministério das Cidades. Na modalidade Minha Casa, Minha Vida Entidades, imóveis públicos podem ser destinados a organizações ligadas a movimentos de moradia para implantação de habitação de interesse social.


A proposta é aproveitar prédios e terrenos públicos localizados em regiões que já contam com infraestrutura urbana, como é o caso do antigo IAPI, situado em uma área central da Capital.


O projeto é voltado principalmente para famílias de baixa renda. Entre os critérios apresentados anteriormente para a seleção dos futuros moradores estava a exigência de que os beneficiários não possuíssem imóvel próprio, além da previsão de prioridade para famílias chefiadas por mulheres.


No país, serão assinadas 28 concessões para projetos que preveem a construção ou adaptação de imóveis para 3.250 unidades habitacionais. Seis movimentos nacionais ligados à luta por moradia estão envolvidos nos projetos.


No Espírito Santo, antes da nova concessão, o programa Imóvel da Gente havia destinado 67 imóveis em 17 municípios, beneficiando mais de 10,3 mil famílias. As destinações envolvem regularização fundiária e políticas públicas em áreas como educação, saúde, assistência social, cultura, esporte, infraestrutura e segurança pública. 

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