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Ainda em obra, parte da cobertura do Terminal de Itaparica cede após chuva

O DER-ES informou que o problema ocorreu porque a cobertura não foi totalmente instalada e a membrana (lona) ainda está sendo tensionada. Promessa é de que a reforma do terminal seja finalizada e entregue até o final deste mês

Publicado em 23 de Dezembro de 2020 às 11:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 dez 2020 às 11:29
terminal
Furos foram feitos nos pontos onde houve acúmulo de água para que o líquido escoasse Crédito: Luciney Araújo/TV Gazeta
Parte da lona de cobertura que começou a ser instalada na semana passada no Terminal de Itaparica, em Vila Velha, cedeu com o acúmulo de água da chuva que atingiu a Grande Vitória no final da tarde desta terça-feira (22). O Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) informou que o problema ocorreu porque a cobertura não foi totalmente instalada e a membrana (lona) ainda está sendo tensionada. A promessa do governo do Estado é de que a reforma do complexo do Transcol será finalizada e entregue até o final deste mês.
Na manhã desta quarta-feira (23), imagens aéreas feitas com o drone do Bom Dia ES, da TV Gazeta, mostraram que em vários pontos da cobertura havia poças de água. A situação foi denunciada por um telespectador da TV Gazeta, que se mostrou chateado com a queda de parte da lona a poucos dias do fim do prazo do governo para entrega da obra.
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Na madrugada desta quarta-feira (23), um dos bolsões quase tocou o solo devido ao acúmulo de água da chuva Crédito: Internauta/TV Gazeta
Pelos registros feitos pelo drone, o acúmulo de água na cobertura já estava menor na manhã desta quarta-feira porque furos foram feitos na lona por trabalhadores do local para que o líquido escoasse e a estrutura voltasse para próximo do normal.
O Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER) informou recentemente que a expectativa era concluir a obra até o último dia deste ano – que cai na quinta-feira da próxima semana.
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Diversas "piscinas" se formaram na cobertura do terminal que está em vias de voltar a operar Crédito: Luciney Araújo/TV Gazeta

TECNOLOGIA DA COBERTURA DO MARACANÃ

Quando a lona começou a ser instalada, em meados de dezembro, o DER-ES informou que o material apresentava "tecnologia inovadora e integrada à paisagem urbana".
"A nova cobertura vai apresentar maiores dimensões com uma tecnologia inovadora, proporcionando uma estrutura mais leve e integrada à paisagem urbana. A mesma tecnologia foi aplicada em obras de grande porte no país, como a cobertura do Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, e o novo paddock – espaço onde é montado o camarote exclusivo – do circuito de Interlagos (Fórmula 1), em São Paulo", afirmou o órgão no dia 16 de dezembro.
Em resposta aos registros feitos pelo telespectador e também às imagens registradas pelo drone da TV Gazeta, a assessoria do órgão estadual explicou, em nota, que o acúmulo de água se deu porque a cobertura não foi totalmente instalada e a membrana (lona) ainda está sendo tensionada. Ou seja, nos pontos onde ainda não há a tensão ideal, podem ocorrer situações do tipo. O DER-ES ressaltou que o terminal ainda não foi entregue, que a cobertura é segura e foi projetada para suportar ventos fortes e chuvas.

DOIS ANOS DE OBRAS

O terminal rodoviário do Transcol está fechado desde julho de 2018, quando uma perícia constatou falhas na estrutura do local, principalmente na cobertura. O valor orçado para a intervenção pelo governo é na ordem dos R$ 12 milhões.
No prazo inicial dado pelo DER-ES, a expectativa era de que a reforma fosse concluída em maio deste ano, porém a obra atrasou por conta, principalmente, da pandemia do novo coronavírus. Com o cronograma não cumprido, uma nova data foi estipulada, desta vez para o mês de outubro. Mais uma vez a promessa ficou apenas na expectativa. Diante desse novo atraso, ainda em novembro, o diretor do DER, Luiz César Maretto, explicou que a reforma estava na reta final e que o órgão faria um esforço para entregar o terminal ainda em 2020.
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O acúmulo de água da chuva formou bolsões na lona que cobre a nova estrutura do Terminal Itaparica Crédito: Luciney Araújo/TV Gazeta
A Ceturb-ES informou, na época, que a operação das cerca de 30 linhas no Terminal Itaparica voltaria ao normal assim que a obra fosse concluída e entregue. Atualmente, o terminal fechado faz com que cerca de 45 mil passageiros tenham que seguir um caminho diferente do usual para chegar e voltar de seus destinos todos os dias. Ao todo, 33 linhas que operavam no local foram remanejadas para os terminais de Vila Velha e do Ibes.
Com informações de Aurélio de Freitas, da TV Gazeta

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