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Agora vai? Após oito anos, obras em escola da Serra recomeçam

Agora vai? Após oito anos, obras em escola da Serra recomeçam

A escola Aristóbulo Barbosa Leão, em Laranjeiras, na Serra, tem previsão de ficar pronta até janeiro de 2023, segundo edital do governo do Estado

Publicado em 3 de agosto de 2020 às 20:48

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Previsão de como ficará a nova Escola Aristóbulo Barbosa Leão
Previsão de como ficará a nova Escola Aristóbulo Barbosa Leão. (Governo do Estado)

Prometida desde 2012 pelo governo do Estado, a nova sede da escola Aristóbulo Barbosa Leão, em Laranjeiras, na Serra, tem previsão, segundo edital, de ficar pronta até janeiro de 2023. As obras tiveram início em 2012 para ampliar o prédio antigo e ganhar novas instalações. Desde então, os estudantes tiveram aulas — quando presenciais — em prédio alugado. Em junho do ano passado, chegou-se a afirmar que a escola ficaria pronta em 2022, mas o prazo foi estendido. Com ordem de serviço anunciada em solenidade online, realizada nesta segunda-feira (03), pelo governador Renato Casagrande, já há liberação para início das obras.

O prédio de 41 anos começou a ser reformado em 2012 e a conclusão deveria ter se dado até julho de 2014. Apesar disso, naquele ano, as obras foram interrompidas, quando o contrato firmado com a empresa escolhida até então foi rescindido. Os alunos tiveram aulas no espaço provisório, em Jardim Limoeiro, ao custo mensal de aluguel de cerca de R$ 80 mil. Com a pausa na construção, o edifício original ficou abandonado e foi demolido em 2018, quando já haviam sido gastos R$ 6 milhões. A decisão de demolição, feita apenas no prédio principal, foi justificada sob o pretexto de que o espaço não tinha boas condições para uma reforma ser mantida. 

Enquanto os alunos frequentavam as aulas no espaço provisório, tiveram inúmeras reclamações sobre a falta da estrutura apropriada, em especial relacionadas à ausência de ventiladores e ar-condicionado, falhas elétricas, ambientes precários e risco de assaltos na região.

Em junho de 2019, o subsecretário de Estado da Educação, Aurélio Meneguelli, chegou a afirmar que em dezembro do mesmo ano haveria publicação de edital e que as obras de fato começariam no segundo semestre de 2020.

EM SOLENIDADE, CASAGRANDE FALA EM "DAR FIM À NOVELA"

Na solenidade realizada nesta segunda-feira (03), Casagrande anunciou investimento no valor de R$ 12.380.138,04 para a reconstrução da escola Aristóbulo Barbosa Leão.

Aspas de citação

Estou muito feliz em dar o último passo com a ordem de serviço para a construção do novo Aristóbulo Barbosa Leão e devolver a escola à comunidade. Alugamos um prédio, mas vamos dar fim a essa novela que se arrasta e construir essa escola que é uma das mais importantes do Estado

Renato Casagrande
Governador do ES
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A Escola Aristóbulo Barbosa Leão terá a ampliação de 160 vagas, com a construção do bloco principal, com laboratório de química e biologia, laboratório de física e matemática, dois laboratórios de informática, sala técnica, biblioteca com sala de catalogação e arquivo, varanda, sala de professores, copa e banheiros para professores e funcionários, sala de artes, sala multiuso, secretaria, diretoria, sala de pedagogo, duas salas de coordenação e 20 salas de aulas.

Também será construído um bloco com refeitório e cozinha completa e pátio coberto, além de outro bloco com vestiários, sala de dança e depósito de material de esportes, auditório com camarins, banheiros e palco. A área externa já conta com quadra poliesportiva, anfiteatro, depósito de reciclagem e guarita.

ABANDONO

Obras inacabadas na escola Aristóbulo Barbosa Leão
Obras inacabadas na escola Aristóbulo Barbosa Leão. (Fernando Madeira)

Do antigo prédio principal, que foi demolido, nada foi reaproveitado. Restaram uma quadra, um refeitório, um vestiário e um auditório no terreno, ainda que cobertos de mato. Aurélio, em entrevista à reportagem no ano passado, afirmou que o prédio estava com problemas estruturais e que a decisão de demolição veio do laudo de um especialista. Uma vistoria teria identificado rachaduras e comprometimento da estrutura.

Em reportagem publicada em A Gazeta ainda em 2018, foi explicado que as obras nunca foram finalizadas porque a empresa que era responsável pela execução do projeto entrou em falência e a reforma teve que ser interrompida.

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