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Tragédia no Sul do ES

1 ano da chuva em Mimoso do Sul: moeda solidária ajudou famílias e comércio

Iniciativa criada pela Igreja Católica da cidade em parceria com a prefeitura utiizou dinheiro doado para auxiliar moradores e comerciantes locais
Ana Elisa Bassi

Publicado em 

25 mar 2025 às 12:35

Publicado em 25 de Março de 2025 às 12:35

O maior desastre ambiental que atingiu Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, deixou 18 mortos e uma cidade devastada em março de 2024. A forte chuva da noite do dia 22 e madrugada do dia 23 obrigou cerca de 10 mil pessoas a deixar suas casas e também atingiu em cheio o comércio.  Quando a água baixou, ficaram as famílias em luto e os rastros de lama. Foi, então, que entrou em cena a solidariedade para ajudar os atingidos.
No primeiro momento, chegou o que era mais emergencial: comida e água. Depois, vieram roupas, produtos de limpezas, colchões e cobertores. Mas houve aqueles que optaram por fazer doações em dinheiro. Foi por isso que surgiu a moeda solidária, iniciativa da Paróquia São José.
"Lançamos um Pix e concentramos as doações que chegaram dessa forma. No total, foram feitos R$ 900 mil em transações, enviadas não apenas do Espírito Santo, mas de todo o Brasil", contou o padre Gracione Augusto Alves, idealizador do projeto.
Após um acordo da paróquia com a prefeitura, foi feito um acordo sobre como esse recurso doado poderia ajudar as famílias necessitadas e fazer o dinheiro circular em Mimoso do Sul.
O benefício alcançou 1.500 famílias, cadastradas por coordenadores eclesiais de base das paróquias, que fizeram visitas e um mapeamento das pessoas mais atingidas. A prefeitura, por meio da Secretaria de Ação Social, também auxiliou
Padre Gracione Augusto Alves - Idealizador do projeto
De um lado, foram priorizadas famílias com renda mais baixa e que eventualmente não conseguiram outro tipo de auxílio financeiro após a chuva. Cada uma recebeu R$ 600. Do outro, coube à Associação Comercial, Industrial e Agro de Mimoso do Sul (Ascomi), o cadastro dos empresários interessados em aceitar a Moeda Solidária.
Ao todo, mais de 200 empresas, dos mais diversos segmentos, como roupas, supermercados, eletromóveis, material de construção, farmácias, provedores de internet, pet shops e óticas se apresentaram.
Depois que as notas sociais de R$ 100 e R$ 200 foram distribuídas passaram a ser utilizadas para compras ou quitação de débitos em estabelecimentos comerciais da cidade.
Quando a campanha terminou, a Ascomi recolheu as notas do comércio, que foram destruídas, para evitar qualquer situação irregular. Também foi feita uma prestação de contas, entregue para a Prefeitura de Mimoso do Sul, Ministério Público, Câmara de Vereadores e Diocese de Cachoeiro de Itapemirim.

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