A icônica Budah está de volta! A rapper capixaba lança seu segundo álbum de estúdio “Frequência Lunar”, sucessor do “Púrpura”, de 2024, nesta quarta-feira (27). A obra conta com 14 faixas, incluindo os singles “QUEBREI SUA CASA”, “VIP (ninguém te conhece)”, com Duquesa, e “SUA FAVORITA”, com participação de AJULLIACOSTA e Franco, The Sir!.
Além desses, o novo LP conta com participações de peso, como Pabllo Vittar, IZA, Vita e Tasha e Tracie. Em entrevista exclusiva para o HZ, a artista capixaba compartilhou suas inspirações do projeto, sua relação com o Espírito Santo e sobre vivências dentro do rap, principalmente o feito por mulheres na cena nacional.
Frequência Lunar: nova Fase, nova Frequência
Para o título do álbum, o conceito veio a partir de pesquisas de como as diferentes frequências do som e as fases da lua influenciam o nosso corpo.
A frequência aguda te traz um incômodo e às vezes até alívio. A frequência média é a voz aqui que a gente fala, ela te traz mais para perto da voz humana. É muito interessante como casou com as músicas do álbum todas as sensações e os sentimentos que a gente sente com as frequências e com as fases da lua também
Budah - cantora e rapper
Na conversa, Budah afirma que um diferencial do Frequência Lunar é sua maturidade. Diferente do Púrpura, escrito entre seus 25 e 26 anos, esse álbum veio com músicas escritas a partir dos 29, o que para ela deu vivências para chegar nesse momento mais madura, intensa e que se arrisca mais.
Quando perguntada sobre a importância do rap nacional, principalmente o feito por mulheres no Brasil, Budah destaca a diferença na cena quando ela começou e como está agora. Para ela, mulheres como Karol Conka, Negra Li, Flora Matos, entre outras, eram referenciais de artistas que estavam em um lugar que ela poderia se enxergar um dia fazendo e vivendo de música também do mesmo jeito.
Na faixa “SUA FAVORITA”, por exemplo, a rapper sabe que também é uma referência para mulheres. Budah conta sobre relatos de fãs que a tem como inspiração.
“É um lugar muito maravilhoso, eu escuto muitos relatos de: ‘Eu escutei essa música e eu consegui salvar ou sair de um relacionamento’, ‘eu consegui mandar essa música para uma pessoa e hoje eu estou muito feliz com ela’. É muito legal ver o poder que a música tem de transformar a vida das pessoas”, reforça a cantora.
ES: O Espírito que nunca saiu dela
Junto com algumas artistas presentes no álbum, Budah marcará presença no festival Movimento Cidade 2026, que acontece em agosto na Prainha, em Vila Velha. Na ocasião, a artista vai trazer convidadas para seu show: Duquesa, MC Luanna e Lourena. Enquanto elas prometem um dia de muito rap feminino no lineup do sábado,15, a AjulliaCosta será uma das artistas principais da sexta-feira, 14.
Perguntada sobre suas expectativas para o festival, a rapper ressaltou o quão ansiosa está para esse show. Segundo Budah, além de poder curtir com as outras artistas, será uma oportunidade de mostrar para as amigas do rap onde ela veio.
Além disso, devido ao tempo que já se passou desde a última vez que se apresentou em Vitória, a ansiedade também vem das expectativas de como será a recepção do público após o lançamento do álbum.
Ainda sobre o Espírito Santo, a artista reflete que, mesmo morando em São Paulo agora, “nem tem como fugir” de sua identidade capixaba, em suas palavras.
Eu cresci a maior parte da minha vida no Espírito Santo, né? E eu escutei sempre muitas coisas, porque é um Estado muito diverso musicalmente. É um estado que toca muito reggae, muito forró, muito samba, muito funk
Budah - Cantora e rapper
Budah aponta as influências que o estado tem em sua formação como artista, que graças ao repertório estadual, a tornou melodicamente mais rica, por misturar rap, MPB e outros gêneros.