Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Jerônimo Monteiro

Museu capixaba faz vaquinha para digitalizar seu acervo

Museu de História Natural do Sul do ES espera angariar R$ 30 mil até o fim do mês

Publicado em 09 de Setembro de 2020 às 13:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 set 2020 às 13:25
Museu de História Natural do Sul do ES (Muses)
Fachada do Museu de História Natural do Sul do ES (Muses), que fica em Jerônimo Monteiro Crédito: Acervo Muses
O único museu de história natural do Espírito Santo, localizado em Jerônimo Monteiro, no Sul do Estado, realiza uma campanha on-line para arrecadar fundos e digitalizar parte de seu acervo. Segundo o diretor do Museu de História Natural do Sul do ES (Muses), Rodrigo Giesta Figueiredo, a ideia surgiu após o início da pandemia do novo coronavírus com o objetivo de aproximar o museu do público, que teve de ficar ausente pelas questões sanitárias.
"A gente já vinha pensando em trazer ferramentas e algum tipo de material que pudesse ser exposto de forma virtual. Com a pandemia, a urgência se mostrou maior. Claro que temos uma série de entraves para fazer isso, como ordem financeira, ter profissionais e equipe que nos auxiliem com isso", explica sobre o propósito para a realização da vaquinha.
Lançado em 27 de julho, o crowfunding espera arrecadar R$ 30 mil até o fim do mês para custear a plataforma que vai receber o material e equipe especializada para digitalizá-lo. Realizado pelo Catarse, ele recebe doações de R$ 10 a R$ 500. As doações seguem até 30 de setembro.
"A campanha é bem flexível. Estabelecemos a meta para conseguir 100% dos recursos. Se ao final do prazo não batermos a meta, a gente vai usar para o que der. Talvez ele nao saia 100%, mas alguma coisa a gente vai conseguir com o que for adquirido", explica, adiantando que 21% do valor estipulado foi arrecadado até o momento.
Os apoiadores da campanha receberão brindes de acordo com a cota contribuída. Há bottons, camisas, canecas entre outros, tudo personalizados dentro da temática do Muses.

DIGITALIZAÇÃO DO ACERVO

No acervo do Muses há peças relacionadas às áreas da geologia, parasitologia, zoologia, botânica e paleontologia. São objetos ricos e diversificados como rochas do Espírito Santo, animais e plantas da mata atlântica, fósseis de diversas partes do mundo e meteoritos do espaço sideral.
Museu de História Natural do Sul do ES (Muses)
Acervo do Museu de História Natural do Sul do ES (Muses) Crédito: Acervo Muses
Assim, o diretor conta que fechou o trabalho com a equipe de uma start-up capixaba para colocar este acervo como uma linha do tempo virtual. "A ferramenta traz um meio de apresentar a história de maneira interativa. No site, você passeia pelo tempo e viaja para a pré-historia, por exemplo, com os registros de animais e plantas que não existem mais e que temos catalogados", detalha.
"Esse material, na linha do tempo, mostra como o Espírito Santo foi mudando, a natureza foi mudando, numa viagem atraves do acervo do museu"
Rodrigo Giesta Figueiredo - Diretor do Muses
Além do material catalogado, outras ações serão realizadas para a criação da linha do tempo. "Teremos depoimentos de pessoas que trabalharam do museu, pesquisadores, convidados para falar sobre a importancia das peças que temos aqui... Teremos muitas fotos, videos, textos, fazendo a linha do tempo interativa, onde cada pessoa fará o seu percurso para quando no tempo quer viajar", ressalta.
Para tudo isso, é necessária a contratação da equipe para digitalizar o acervo, colher depoimentos, fazer fotos e até reconstruir peças catalogadas em 3D para exibição on-line. "Temos as peças, mas não temos os profissionais e equipamentos para montar essa exposição virtual sobre uma forma na linha do tempo. Estamos querendo custear a mão-de-obra e a construção da plataforma digital", reforça, explicando a necessidade da vaquinha.
Segundo o Muses, a digitalização beneficiará 600 mil alunos dos ensinos fundamental e médio no Espírito Santo.

O MUSEU

Embora existam outros museus no Estado que estão dentro do escopo da história natural, como o Mello Leitão, em Santa Teresa, ou o Museu de Ciências da Vida, em Vitória, o Muses contempla mais áreas. Nele, estão catalogadas rochas, animais e plantas da mata atlântica, fósseis de diversas partes do mundo.
Com sete anos de existência, seu acervo é divido em duas partes: um fixo na sede, em Jerônimo Monteiro, e outro itinerante, que vai a feiras escolares e de ciências pelo país.
"Temos dois tipos de visitação: a in loco, que anualmente recebe 2 mil visitantes - em sua maioria estudantes -; e a itinerante, quando o museu vai até às pessoas com um acervo específico", detalha Rodrigo.
Museu de História Natural do Sul do ES (Muses)
Museu de História Natural do Sul do ES (Muses) Crédito: Acervo Muses
Apesar do vínculo com a Ufes, ele não conta com muitos recursos. "Temos um orçamento baixo que dá apenas para fazer a manutenção do museu, como pagar as contas de água, luz e internet. Não recebemos nenhum repasse extra da faculdade. Toda minha captação para fazer eventos, cursos de capacitação para estudantes e sociedade é feita por meio de edital via Fundação de Amparo à Pesquisa e Invação do ES (Fapes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ)", conta Rodrigo.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Mislene de Jesus (destaque) colidiu com um carro em Vila Velha
Vídeo mostra acidente de moto que matou mulher em cruzamento de Vila Velha
Imagem de destaque
Dia Mundial da Asma: conheça os riscos da falta de tratamento
Sesc Domingos Martins vai reforçar quadro de pessoal para alta temporada
Mutirão de emprego em hotel tem vagas com salários de até R$ 4 mil no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados