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Documentário sobre Emicida chega à Netflix em dezembro de 2020

'AmarElo - É Tudo Pra Ontem', dirigido por Fred Ouro Preto, mostra cenas do show histórico do cantor e compositor no Teatro Municipal de São Paulo e conta histórias da cultura negra brasileira

Publicado em 13 de Outubro de 2020 às 19:18

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 out 2020 às 19:18
Emicida lotou o Teatro Municipal de São Paulo em novembro de 2019 com o lançamento do disco 'AmarElo'
Emicida lotou o Teatro Municipal de São Paulo em novembro de 2019 com o lançamento do disco 'AmarElo' Crédito: Jef Delgado
A Netflix anunciou nesta terça-feira, 13, o documentário AmarElo - É Tudo Pra Ontem, sobre o cantor e compositor Emicida, dirigido por Fred Ouro Preto. O filme de 90 minutos tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020.
Com animações, entrevistas e cenas de bastidores do show do rapper no Theatro Municipal de São Paulo em 2019, o filme vai contar a produção do projeto de estúdio AmarElo e, ao mesmo tempo, a história da cultura negra brasileira nos últimos 100 anos, segundo a plataforma.
O documentário busca estabelecer um elo entre três momentos relevantes da história negra brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922; o ato de fundação do Movimento Negro Unificado (MNU), em 1978, pela valorização da cultura e de direitos do povo negro; e o emblemático espetáculo de estreia de AmarElo, que ocorreu no mês da consciência negra, novembro, em 2019.
Em entrevista ao Estadão em 2019, antes do show, Emicida comentou que "a coisa mais louca é que fizemos uma visita técnica no Municipal e eu comentei com uma amiga: 'po, imaginei que o Municipal fosse maior?. Mas o Theatro é do mesmo tamanho, quem cresceu foi 'nóiz'", disse, usando uma palavra, assim, com "i" e com "z", que acabou virando um de seus mantras.
Ele lembrou também o encontro de criação do Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial (MNU), em 1978, nas escadarias do Municipal. "Eu vi um vídeo, acho que o Miltão (do MNU) falava: 'nosso sonho era ver o negro como protagonista na realidade brasileira'. 40 anos depois, a gente alugou o Municipal. E a gente achou que ele nem era tão grande assim", ri.

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