Publicado em 30 de julho de 2021 às 15:18
Cerca de 15 horas depois do começo do incêndio no depósito da Cinemateca, na Vila Leopoldina, dois caminhões dos bombeiros e uma equipe ainda trabalham nesta sexta (30) para extinguir totalmente o fogo. >
Um pouco de fumaça sai ocasionalmente pelo teto e profissionais do corpo de bombeiros estão com mangueiras dentro do local. A previsão é que esse trabalho seja finalizado no começo da tarde. >
Em seguida, agentes da Polícia Federal farão a perícia criminal do prédio, que foi interditado pela Defesa Civil na noite de quinta (29) devido à extensão do incêndio --25% da estrutura foi afetada e o teto desabou. >
"Vimos danos causados tanto pelo fogo, quanto pela água. No combate ao fogo, a água acaba danificando materiais. Visualmente eu constatei muitos rolos de filmes preservados, mas também vimos prateleiras retorcidas", afirmou Robson Bertolotto, diretor da Defesa Civil da Lapa. >
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O órgão estima que as labaredas alcançaram uma altura de cerca de seis metros. Um inquérito que será conduzido pela Delegacia da Polícia Federal determinará, agora, as causas exatas do incêndio. >
Há uma mancha preta de queimado no segundo andar do prédio, distante da porta de entrada, e uma janela quebrada no primeiro andar, que dá para um banheiro, mas não cheiro de fumaça. >
O fogo que gerou a mancha de queimado retorceu uma estrutura metálica e afetou também a decoração da fachada, atingindo uma faixa que imita a película de um filme, de tal forma que a faixa está retorcida. >
Segurando cartazes com dizeres como "um povo sem memória, a quem interessa?" e "não foi acidente, é projeto", pintados em preto e vermelho, um grupo de cerca de dez pessoas da Juventude do PT faz um ato simbólico em frente ao prédio. Tita Couto, uma das participantes, culpa o governo federal pelo incêndio. >
O prédio em questão não é a sede principal da Cinemateca, que fica na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista. Mas o depósito atingido pelas chamas também abriga parte importante de seu acervo, como filmes de 35 mm e 16 mm, feitos de material altamente inflamável. Eles seriam cópias para exibição, não os rolos originais, que ficam em outro local. >
Além deles, também ficam guardados ali o acervo da Programadora Brasil --iniciativa do antigo Ministério da Cultura para exibição de conteúdo em circuitos não comerciais--, equipamentos museológicos, como projetores antigos, e documentos, incluindo quatro toneladas de arquivos sobre políticas públicas para o audiovisual, recentemente transferidas do Rio de Janeiro. >
Os arquivos ainda incluem parte da documentação da Embrafilme e a totalidade daquele referente ao Instituto Nacional do Cinema e ao Conselho Nacional do Cinema.>
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