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Café solúvel

Empresa de Singapura mais próxima de investir em fábrica no ES

Expectativa é que multinacional Olam anuncie fábrica de café solúvel nas próximas semanas

Publicado em 02 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

02 jan 2020 às 04:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Resolução, no Diário Oficial, mostra que empresa Olam foi enquadrada no programa de incentivos fiscais do governo do Estado, Invest-ES Crédito: Diário Oficial do ES/Reprodução
A Olam - multinacional de Singapura com atuação global nos segmentos de café, especiarias, açúcar, grãos e nozes - está mais próxima de concretizar um investimento de cerca de meio bilhão de reais em uma fábrica de café solúvel no Espírito Santo. O empreendimento deverá ser instalado no município de Linhares, no Norte capixaba. 
A empresa passou a fazer parte, no dia 19 de dezembro de 2019, do programa de benefícios fiscais do governo do Estado, o Invest-ES, o que reforça as intenções da companhia de implantar uma unidade no Espírito Santo.
Desde 2016, a multinacional asiática já estava em contato com representantes do governo capixaba. Em 31 de outubro de 2018,  o então governador Paulo Hartung chegou a anunciar que representantes da Olam Internacional confirmaram que a empresa faria um investimento da ordem de US$ 130 milhões (R$ 522 milhões) e que avaliavam se o projeto seria em Linhares ou Colatina.
Pela resolução do Invest-ES nº 1.431, publicada no Diário Oficial do Estado, a escolha foi por Linhares, município inclusive que irá receber outra fábrica desse mesmo perfil, a da empresa paranaense Cacique, prevista para ser inaugurada no início de 2021. 
A coluna conversou com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip, para saber mais sobre o negócio, mas ele disse que, por enquanto, não podia dar detalhes, embora tenha demonstrado grande otimismo em relação ao investimento.
"Como a Olam é uma empresa listada em Bolsa, esse projeto ainda tem que passar pelo conselho da empresa. Nós acreditamos que o empreendimento está muito bem encaminhado e, em breve, o governador Casagrande poderá dar boas notícias.  Mas reforço que essa é uma decisão da empresa, nós não podemos ainda anunciar por ela. Só dizer que a nossa expectativa é muito boa!"
Marcos Kneip - Secretário de Estado de Desenvolvimento
Procurada para falar sobre o investimento, a Prefeitura de Linhares, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não iria se manifestar.
Apesar das poucas informações sobre o projeto, fontes ouvidas pela coluna afirmaram que a expectativa é que, dentro de algumas semanas, a Olam se manifeste sobre o negócio. No final de 2019, representantes da companhia fizeram algumas visitas ao município de Linhares e estiveram em contato com lideranças e técnicos da prefeitura e do governo do Estado. 
Armazém da Olam em Muniz Freire Crédito: Secom/Divulgação

OLAM JÁ ATUA NO ES HÁ 15 ANOS

A Olam, com presença em mais de 70 países, já atua no Espírito Santo. Desde 2005, ela trabalha com a exportação de café. Em 2012, abriu um armazém próprio em Nova Venécia, com foco na comercialização de conilon. A multinacional tem ainda, desde 2018,  um armazém de 11 mil metros quadrados de área construída, em Muniz Freire, que é voltado para a exportação de café arábica. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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