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Beatriz Seixas

O que esperar de Marcos Kneip, o novo chefe do Desenvolvimento

Secretário é advogado e especialista em gestão

Publicado em 22 de Setembro de 2019 às 00:19

Públicado em 

22 set 2019 às 00:19
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Marcos Kneip Navarro é o novo secretário de Estado de Desenvolvimento Crédito: Sedes/Divulgação
Advogado, especialista em gestão, com grande experiência no setor naval e uma breve passagem pela iniciativa pública, na Prefeitura de Anchieta. Marcos Kneip Navarro é o nome que vai comandar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes). Na última semana, ele – que está há menos de um mês no cargo – recebeu a coluna e deu a sua primeira entrevista como titular da pasta.
Navarro chega ao governo depois da saída do engenheiro Heber Resende e após uma incessante busca pelo governador Renato Casagrande (PSB) para encontrar alguém para a função. Foram 29 dias sem um nome efetivo. Na conversa, o secretário contou curiosidades, como ter sido surpreendido pelo convite, falou sobre as recomendações feitas pelo chefe, e a marca que pretende imprimir à frente da Sedes.
Antes de escolher um nome para a Sedes, o governador deu declarações afirmando que buscava alguém com o olhar voltado para a inovação. Considera ter esse perfil?
Acho que pela minha faixa etária, eu vi muita coisa acontecer de inovação. A minha geração pegou essa transformação toda, seja com a entrada do telefone celular, da internet, do acesso ao computador, então, acho que isso me ajuda bastante. Além disso, como secretário de Desenvolvimento em Anchieta, eu e minha equipe focamos na inovação. Criamos um aplicativo para desenvolver o empreendedorismo na cidade. Colocamos empresários e fornecedores em rede.
O que a experiência em Anchieta pode agregar no cargo atual?
A escala aqui (no governo estadual) é outra. Mas vou buscar junto à equipe da Sedes, que é muito qualificada, trabalhar com algo no sentido do que fizemos lá. Conseguimos tornar Anchieta a melhor cidade para empreender em termos de abertura de empresa. Com o programa “Anchieta Criativa Empreendedora” disseminamos a cultura do empreendedorismo no município. A sociedade estava altamente dependente de uma única atividade (a da mineração) e começou a entender que precisava tomar risco, sair da zona de conforto, empreender. Um destaque foi também trazer o servidor para o programa. Para ele entender que é parte do processo. Não adianta trabalhar a desburocratização sem trabalhar os burocratas.
O ES tem características de uma economia ainda muito pautada nas commodities. É possível trabalhar a diversificação?
Acho que mais do que possível, isso é obrigatório para o Estado. Porque são produtos com vida determinada. Devemos agradecer por tê-los, mas também devemos nos preparar para um novo momento e isso vem sendo feito pelo governo atual, e algumas medidas muito importantes e inéditas foram tomadas aqui, como a criação dos fundos Soberano e de Infraestrutura. Então, a gente precisa explorar algumas características, resolver gargalos, principalmente na parte de logística, e fomentar a diversificação.
Como fazer isso?
Nós temos um programa dentro da Sedes que são as missões. A secretaria tem uma postura muito agressiva em relação a isso, que é ir atrás do empresário que tem alguma ligação com o Estado. Por exemplo, identificamos uma empresa com um faturamento de R$ 39 milhões, sendo que R$ 36 milhões são de clientes do ES. Essa empresa foi visitada e já está em processo de análise de transferir suas atividades para cá.
Que empresa é essa?
Ainda estamos num tratamento confidencial, mas em breve vamos identificá-la. Não só ela. Existem outras já participando aqui conosco de várias discussões. O ES tem atraído empresas de vários Estados. O empresário quer estar num ambiente seguro, de regras bem definidas, onde há estabilidade política.
Qual marca pretende deixar na Sedes?
Não cheguei a pensar nisso antes. Mas acho que gostaria de diminuir o desemprego. Desenvolver o Estado, atrair novas empresas com objetivo de diminuir o desemprego. Nosso trabalho deve ser gerar oportunidades com inovação. O ES é hoje o 16° no país em inovação. Não é uma posição honrosa. Então, para um Estado como o Espírito Santo, com a sua qualificação de nota A, a posição de 16º nesse ranking realmente precisa ser melhorada.
Almeja chegar em qual posição?
Existe uma meta do Movimento Capixaba pela Inovação para em 10 anos estarmos em 5º lugar. É uma meta que nós participamos, uma vez que estamos inseridos nessa discussão.
Como foi o convite do governador e quais recomendações ele fez?
Eu não conhecia o Renato. Tomei um susto no primeiro momento. Acredito que ele deve ter tido boas referências e aí me convidou. Em relação às recomendações, o governador me fez várias, mas uma específica, que é um grande desafio, é a de promover o melhor equilíbrio do desenvolvimento do Estado. Fora isso, o que ele me pediu foi trabalho, ação. Já existe muita compreensão, muito diagnóstico, já existem muitos estudos econômicos. Então, nós temos que pegar essas informações e ter atitude, agir. O Estado precisa surfar essa onda positiva que vive.
Quando o senhor foi anunciado, muitas pessoas não o conheciam. Considera isso como uma barreira ou como um fator que pode gerar desconfiança do mercado?
Há um lado bom nisso, que você vem com uma baixa expectativa. Isso é uma vantagem para mim. Tenho mais tranquilidade para trabalhar e, com o passar do tempo, espero convencer as pessoas pelo trabalho, pelas propostas, pela forma de agir, pelas questões éticas. Chego com muita tranquilidade e humildade.
PARAFUSOS DO EXECUTIVO E DO LEGISLATIVO
Thais Zara Crédito: Divulgação
“A dificuldade de articulação política para a votação de uma matéria de interesse do governo, que é a PEC do teto de gastos, mostra quão difícil será o avanço de temas ainda menos populares, como o balão de ensaio de desindexação do salário mínimo. Há muitos parafusos a serem apertados na relação entre Executivo e Legislativo, caso se queira evoluir na pauta do ajuste fiscal de curto prazo”. A análise é da economista Thais Zara, que estará em Vitória na próxima sexta-feira para reunião trimestral do Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do Espírito Santo, na Findes.
 
MUDANÇA NA ECO101
O engenheiro Carlos Eduardo Auchewski Xisto é o novo diretor-superintendente da Eco101. Ele assumiu o comando da concessionária da BR 101 no lugar de Jeancarlo Mezzomo, que ficou menos de seis meses no cargo. Xisto é um dos nomes confirmados para o evento do Grupo Permanente.
 
NA LATA
Perfil
Zilma Bauer Gomes, proprietária da empresa Ervas Naturais
Nome: Zilma Bauer Gomes
Empresa: Ervas Naturais
No mercado: Há 23 anos
Negócio: Beleza
Atuação: Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Ceará, Acre, Rondônia e Mato Grosso.
 Funcionários: Cerca de 20
Jogo rápido com quem faz a economia girar
Economia: O momento inspira cuidado, mas há também um otimismo com o novo cenário.
Pedra no sapato: A elevada carga tributária e a burocracia.
Tenho vontade de fechar as portas quando: Nunca pensei nisso!
Solto fogos quando: Fecho contrato com algum cliente e quando vejo de onde saímos e onde chegamos.
Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria...: A grande informalidade que gera uma concorrência desleal.
Minha empresa precisa evoluir em: Engajar mais os nossos parceiros de negócios.
Se começasse um novo negócio seria...: Também relacionado à beleza, porque é muito legal quando a gente contribuiu para a autoestima das pessoas.
Futuro: Ampliar a estrutura da empresa e fazer uma planta sustentável.
Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro: O investidor e filantropo americano Warren Buffett, por ser um empresário de visão e que tem a característica de compartilhar a experiência e a riqueza com outras pessoas.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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