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Opinião da Gazeta

Venda de campos terrestres da Petrobras vai beneficiar o ES

É criação de oportunidades para uma produção que se encontrava estagnada pela falta de investimentos da Petrobras

Publicado em 22 de Março de 2023 às 01:00

Públicado em 

22 mar 2023 às 01:00

Colunista

Petróleo
Produção de petróleo em terra, em Linhares Crédito: Carlos Alberto Silva
Petrobras já informou que deve manter a venda de ativos com contratos assinados, o que ainda carece de um parecer do Conselho de Administração da companhia para valer. É uma importante decisão diante da insegurança jurídica e econômica que se impôs após o pedido do Ministério de Minas e Energia de suspensão dos processos de desinvestimentos da estatal por 90 dias.
E o Espírito Santo tem grande interesse nessa definição, sobretudo pelo processo de venda do Polo Norte Capixaba, principal produtora em terras capixabas localizada entre São Mateus, Linhares e Jaguaré,  que já se encontrava em estágio adiantado.
A Petrobras, ao realizar a revisão de seu portfólio de negócios, abriu espaço para novos players no mercado de produção em terra. Com companhias que tenham capacidade de investimento e interesse em alavancar a produção local, ela pode passar dos 9 mil barris registrados até 2020 e atingir os 30 mil em uma década.
A Petrobras, assim, passa a se dedicar aos setores nos quais detém expertise e diferencial competitivo, como os campos marítimos do pré-sal. Nos campos terrestres, cria-se a oportunidade para  empresas menores investirem em negócios com potencial de geração de empregos e crescimento, movimentando a importante cadeia de produção no Norte do Espírito Santo.
É criação de oportunidades para uma produção que se encontrava estagnada pela falta de investimentos da estatal. Para uma empresa do porte da Petrobras, o nível baixo de produtividade dos campos em terra se tornou um fator de desestímulo diante da grandiosidade dos campos marítimos. O que é desprezado pela companhia pode ser uma chance única para os novos operadores, empresas de pequeno e médio porte. A venda desses campos tem ganhos inquestionáveis. Não só a economia capixaba se beneficia com a diversificação, há impactos sociais positivos com um mercado de trabalho aquecido. 
Para o Espírito Santo, a venda desses campos para a iniciativa privada evita o desperdício de uma cadeia já em atividade com potencial de se expandir. Para a Petrobras, é manter o foco no que interessa a empresa. Todos ganham.

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