Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Reforma da Previdência dá início à reestruturação econômica e social
Opinião da Gazeta

Reforma da Previdência dá início à reestruturação econômica e social

A capacidade de articulação do governo Bolsonaro continuará sendo exigida. Assim como o comprometimento do Congresso com as pautas transformadoras

Publicado em 26 de Outubro de 2019 às 05:00

Públicado em 

26 out 2019 às 05:00

Colunista

Plenário do Senado após votação da reforma da Previdência Crédito: Marcos Oliveira/Agencia Senado

Na semana em que foi consagrada a reforma da Previdência mais abrangente da história do país, o alívio fiscal proporcionado pela economia de R$ 800 bilhões em dez anos deve servir para oxigenar os esforços para a retomada do crescimento. O entusiasmo proporcionado pelas novas regras de aposentadoria tem de ser bem aproveitado, para deixar para trás a apatia dos últimos anos e favorecer um ambiente que seja fértil ao crescimento organizado.

Sim, o país ainda carece de organização, a reforma da Previdência foi a primeira demão de uma pintura ainda mais vibrante. As pinceladas seguintes estão sendo dadas, mas é preciso sistematizar as prioridades e seguir uma agenda estruturante, fundamental para os aguardados avanços econômicos e sociais.

O reposicionamento do Estado brasileiro passa a ser a nova trincheira, com uma reforma administrativa que supere tabus na relação com o funcionalismo. Assim como uma reforma tributária que simplifique as engrenagens do setor produtivo, garantindo mais competitividade. Há muito trabalho a ser feito.

Uma modernização dessa grandeza precisa estar fundamentada também em uma evolução educacional: sem a capacidade de formar profissionais, pesquisadores e cientistas não há desenvolvimento duradouro. Sem educação de qualidade e de resultados concretos, o país continuará não crescendo o suficiente para aumentar a renda e a produtividade, perpetuando um ciclo desvirtuado que precisa desaparecer.

É imprescindível, neste ponto, que o Brasil se apegue ao mundo real. Sem ilusionismos ideológicos, com apelos populistas. É um erro que deve ficar no passado: o gasto público não precisa ser exorbitante para ser eficiente. Mais uma vez, é preciso buscar organização. Infraestrutura, educação, produtividade... todos os setores que se relacionam com o crescimento econômico exigem mais racionalidade de investimentos, não recursos exagerados. O que ainda falta é planejamento estruturado.

A boa política se faz primordial, em um sentido mais amplo, com a participação ativa da sociedade e de seus diferentes setores (empresariado, acadêmicos, classe política). Um envolvimento que engatilhe as mudanças que ainda faltam. A reforma da Previdência sozinha nunca foi a salvadora da pátria.

A capacidade de articulação do governo Bolsonaro continuará sendo exigida. Assim como o comprometimento do Congresso com as pautas transformadoras. Passos já estão sendo dados rumo à desburocratização e à privatização; os juros nunca estiveram tão baixos. Há um otimismo no ar que não pode ser desperdiçado.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Azawakh: conheça esse antigo cão de caça que se destaca pela aparência magra e elegante 
A cantora Marina Sena
Marina Sena explica ausência nas eleições após críticas por turnê na Europa
Operação Turquia // PF e Gaeco
Justiça do ES solta policiais do departamento de narcóticos suspeitos de tráfico

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.