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Opinião da Gazeta

Na UTI de hospital, reportagem reforça importância da saúde pública

Trabalho de quem está na linha de frente da Covid-19 exige uma dedicação que merece ser conhecida a fundo, não só para a valorização dos profissionais e do próprio sistema de saúde, mas também como forma de conscientização

Publicado em 03 de Agosto de 2020 às 06:00

Públicado em 

03 ago 2020 às 06:00

Colunista

Carlos Alberto Silva, jornalista de A Gazeta, durante a reportagem sobre a rotina da UTI de pacientes com covid-19
O jornalista Carlos Alberto Silva com paciente e profissional do Hospital Evangélico, em Vila Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
O século XX foi pródigo em conflitos de grandes proporções, além das duas grandes guerras. E repórteres sempre foram enviados ao front para que as perdas e êxitos das batalhas, fartamente registrados em números, merecessem também a sua indissociável dimensão humana, diante do sucesso e das frustrações inerentes ao combate. Na pandemia não é diferente.
Desde o início, sabe-se que há um grupo de profissionais que não fogem à luta. Médicos, técnicos e assistentes de Enfermagem, enfermeiros... gente sobretudo da área de saúde, sem se esquecer de quem atua na limpeza, responsáveis pela própria salubridade do ambiente hospitalar, e na infraestrutura. Gente com garra e desprendimento que encara nesta pandemia o maior desafio de suas vidas, colocando as próprias em risco para salvar a do próximo.
Quando o repórter fotográfico Carlos Alberto Silva, de A Gazeta, colocou-se disposto a acompanhar a rotina do Hospital Evangélico, em Vila Velha, durante cinco dias, ele sabia que a tarefa também exigiria uma entrega pessoal sem precedentes em sua longa carreira jornalística. Mas o esforço profissional de antemão já seria um comprometimento com esses tempos tão conturbados, um registro para ficar na história capixaba.
O trabalho de quem está na linha de frente do enfrentamento da Covid-19 exige uma dedicação que merece ser conhecida a fundo, não só para a valorização dos profissionais e do próprio sistema de saúde, mas também como forma de conscientização através da realidade exposta pelas lentes, sem filtros. Principalmente quando ainda há tanto negacionismo.
O Evangélico é um hospital filantrópico  que atende pelo SUS, um ingrediente a mais quando se busca compreender os esforços do poder público no combate à pandemia. Não é exagero afirmar que, sem o SUS, a crise sanitária teria dimensões ainda mais trágicas no Brasil. A reportagem de Carlos Alberto reforça esse ponto.
A adaptação do sistema no país para receber os pacientes com Covid-19 não teve a mesma efetividade em todos os Estados, alguns foram mais eficientes que outros, o Espírito Santo entre eles, principalmente pela ausência de uma coordenação nacional. A falta de medicamentos para UTI em algumas unidades é o capítulo mais recente, mas o desprestígio do SUS não é exclusividade da atual gestão federal.
A saúde pública exige políticas de Estado, mas independentemente das colorações ideológicas, as ações de quem ocupa o Planalto em mais de 20 anos estiveram e se mantêm aquém da qualidade esperada em um país no qual é um direito constitucional. Um exemplo gritante disso é o fato de que, pela primeira vez em dez anos, houve um aumento na oferta de leitos na rede pública, justamente em função da emergência pandêmica.
A fisioterapeuta Rhamyli Dalvi durante o trabalho de atividade muscular nas pernas de uma paciente. Equipe durante a manobra chamada pronar. Essa manobra ajuda o paciente a respirar melhor
A luta contra a covid-19 Crédito: Carlos Alberto Silva
Gasta-se demais com a própria manutenção da máquina estatal, enquanto as prioridades sofrem com o descaso. Mesmo assim, o sistema mostrou uma capacidade de resposta que deve servir de parâmetros para a sua gestão a partir de agora. É preciso investimento em tecnologia, em ciência, com o desenvolvimento de novos tratamentos, e na própria infraestrutura.
Carlos Alberto, no texto e nas imagens, deixou transparecer a gratidão não só de pacientes e familiares, mas da própria sociedade. Na linha de frente, as marcas da doença não tem onde se esconder, elas estão presentes na rotina dos profissionais envolvidos, que abdicam até mesmo da convivência familiar. Precisam ser valorizados, com remuneração justa, dignidade e boas condições de trabalho.  Tanto na "guerra" quanto em tempos de paz.

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