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Dinheiro na mão

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26
Agência Brasil

Publicado em 

02 fev 2026 às 09:16

Publicado em 02 de Fevereiro de 2026 às 09:16

Salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026
Salário mínimo será de R$ 1.621 já começa a ser pago neste mês Crédito: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro. O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Lei do salário mínimo, que faz 90 anos, organizou relações de trabalho. Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026

•    Mensal: R$ 1.621;
•    Diário: R$ 54,04;
•    Hora: R$ 7,37.
Como foi calculado
•    Inflação pelo INPC: 4,18%;
•    Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
•    Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
•    Reajuste total: 6,79%.

Impactos

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.
Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família. Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:
  • INSS
•    Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621
•    Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)
•    Teto do INSS: R$ 8.475,55
  • Contribuições ao INSS (CLT)
•    Até R$ 1.621: 7,5%
•    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
•    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
•    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

•    Plano normal (20%): R$ 324,20
•    Plano simplificado (11%): R$ 178,31
•    Baixa renda (5%): R$ 81,05
•    MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

•    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro
•    Parcela mínima: R$ 1.621
•    Parcela máxima: R$ 2.518,65
•    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

•    Salário-família: R$ 67,54 por dependente
•    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais

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