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Mercado financeiro

Projeção do Focus para PIB de 2020 sai de -4,80% para -4,66%

O Relatório de Mercado Focus também mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 3,20% para 3,25%

Publicado em 16 de Novembro de 2020 às 11:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 nov 2020 às 11:58
PIB
Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,31% Crédito: A7 Press/Folhapress
Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração de 4,80% para queda de 4,66%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,31%. Quatro semanas atrás, estava em 3,47%.
No Focus divulgado nesta segunda-feira (16), a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 5,49% para retração de 5,34%. Há um mês, estava em baixa de 5,98%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 4,00% para 3,72%, ante 4,27% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,74% para 67,00%. Há um mês, estava em 67,40%. Para 2021, a expectativa foi de 70,00% para 69,60%, ante 70,00% de um mês atrás.

DÉFICIT PRIMÁRIO

O Relatório de Mercado Focus trouxe ainda alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano passou de 11,90% para 12,00%. No caso de 2021, seguiu em 3,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 12,00% e 3,00%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 15,70% para 15,56%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, passou de 6,75% para 6,60%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,80% e 6,87%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o país terá um cenário fiscal ainda mais difícil.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 57,90 bilhões para US$ 57,73 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 57,56 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 55,00 bilhões para US$ 55,10 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,00 bilhões.
No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 4,00 bilhões para US$ 3,60 bilhões, ante US$ 6,71 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 19,20 bilhões para US$ 17,75 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 17,00 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 seguiu em US$ 50,00 bilhões. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2021, a expectativa foi de US$ 65,00 bilhões para US$ 60,00 bilhões, ante US$ 65,00 bilhões de um mês antes.

IPCA

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 3,20% para 3,25%. Há um mês, estava em 2,65%. A estimativa para o índice em 2021 foi de 3,17% para 3,22%. Quatro semanas atrás, estava em 3,02%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas expectativas eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.
A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).
No início do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação de outubro foi de 0,86%. Em 12 meses, a taxa acumulada está em 3,92%.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 3,08% para 3,14%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 3,31% para 3,36%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 2,82% e 3,17%, respectivamente.
No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,50%, igual a um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,38%, também igual a quatro semanas antes.

ÚLTIMOS 5 DIAS ÚTEIS

A projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis foi de 3,27% para 3,39%, conforme o Relatório Focus. Houve 41 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 2,76%.
No caso de 2021, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis foi de 3,27% para 3,38%. Há um mês, estava em 3,10%. A atualização no Focus foi feita por 41 instituições.

OUTROS MESES

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em novembro de 2020, de alta de 0,40% para avanço de 0,45%. Um mês antes, o porcentual projetado indicava alta de 0,29%
Para dezembro, a projeção no Focus foi de alta de 0,55% para 0,56% e, para janeiro de 2021, passou de alta de 0,38% para 0,39%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,44% e 0,32%, nesta ordem.
No Focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de alta de 3,52% para 3,56% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,37%.

SELIC

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 2,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.
Já a projeção para a Selic no fim de 2021 permaneceu em 2,75% ao ano, ante 2,50% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção seguiu em 4,50% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, seguiu em 6,00%, ante 5,50% de quatro semanas atrás.
Em outubro, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central disse que "a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno".
No grupo dos analistas que mais acertam as projeções de médio prazo no Focus (Top 5), a mediana da taxa básica em 2020 seguiu em 2,00% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2021, permaneceu em 2,25% ao ano, ante 2,00% de quatro semanas atrás.
A projeção para o fim de 2022 no Top 5 permaneceu em 4,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. No caso de 2023, seguiu em 4,75%, igual a quatro semanas antes.

CÂMBIO

O Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 16, pelo Banco Central, mostrou alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano foi de R$ 5,45 para R$ 5,41, ante R$ 5,35 de um mês atrás. Para 2021, a projeção para o câmbio seguiu em R$ 5,20, ante R$ 5,10 de quatro pesquisas atrás.

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