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Pagamentos

Pix vai viabilizar pequenos negócios, diz presidente do BC

Segundo Roberto Campos Neto, a ferramenta também poderá gerar inclusão financeira,  declarações foram feitas na  cerimônia de lançamento do sistema

Publicado em 16 de Novembro de 2020 às 15:15

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 nov 2020 às 15:15
Aplicativo Pix é um novo jeito de fazer pagamentos, transferências e receber dinheiro desenvolvido pelo Banco Central
Aplicativo Pix é um novo jeito de fazer pagamentos, transferências e receber dinheiro desenvolvido pelo Banco Central Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos, poderá viabilizar pequenos negócios.
"O Pix dá amplo acesso a todos. Existem pequenos negócios que não eram viáveis porque as transferências são muito caras, então gera viabilidade", disse.
Segundo o presidente do BC, a ferramenta também poderá gerar inclusão financeira. "Precisamos lembrar que há cidades que não têm ATM [caixa eletrônico] e agência, a pessoa que tem uma lojinha precisa ir à outra cidade depositar o dinheiro", pontuou.
As declarações foram feitas durante cerimônia de lançamento oficial do sistema de pagamentos instantâneos.
Depois de duas semanas de fase restrita, funcionando em horários específicos e com quantidade limitada de usuários, o Pix fica disponível nesta segunda-feira (16) para todos os clientes das instituições financeiras cadastradas.
Segundo o BC, 19 instituições foram desclassificadas durante essa fase e terão que fazer novamente o processo de autorização caso queiram entrar no sistema.
O cadastro para homologação reabre em 1º de dezembro para os bancos que ainda não aderiram ao Pix. Com isso, 734 instituições podem oferecer o serviço.
"Dezenove instituições, de participação facultativa, não realizaram todos os testes durante o período de operação restrita e, portanto, retornarão à etapa de homologação a partir de 1º de dezembro de 2020, deixando para ofertar o Pix em momento futuro", explicou o BC em nota.
Durante a cerimônia, Campos Neto também afirmou que o Pix pode gerar verticalização no comércio e reduzir intermediários entre compradores e vendedores.
"Foi iniciado um processo de verticalização de vendas, é um processo que vai mudar muito o mercado financeiro. Você vai passar a ter texto, mensageria, o conteúdo e o pagamento numa cadeia integrada. Quanto melhor for a experiência do usuário, mais integrado e disponível vai ser", disse.
A verticalização é um conceito empresarial em que uma companhia concentra todos os processos para a produção de um produto.
"Vamos passar a registrar ativos em ambiente eletrônico, no processo que chamamos de tokenização, isso faz com que o acesso seja mais fácil e elimina intermediário em vários processos de venda", destacou.
Na cerimônia, o presidente do BC fez uma doação com Pix à Associação dos Amigos do Museu de Valores da autoridade monetária. O valor, porém, não foi informado.
Até domingo (15), haviam sido cadastradas cerca de 71 milhões de chaves e realizadas quase 2 milhões de transações entre instituições diferentes, o equivalente a R$ 780 milhões de reais na fase restrita.
O registro das chaves de clientes começou em 5 de outubro. Uma pessoa pode fazer até 5 por conta-corrente, e uma empresa, até 20.
No cadastro das chaves, o usuário vincula ao número do celular ou ao endereço de e-mail, por exemplo, as informações pessoais e bancárias dele.
Na prática, quem fizer o cadastramento das chaves não vai precisar informar todos os seus dados na hora de transferir dinheiro ou pagar conta pelo Pix, ela precisará apenas falar a chave cadastrada (CPF, email ou número de celular, por exemplo).
O Pix permite fazer pagamentos e mandar dinheiro para outra pessoa ou empresa de maneira instantânea (em menos de 10 segundos), e independe de qual seja a instituição de recebimento.
As transações poderão ser feitas 24 horas por dia nos sete dias da semana, incluindo feriados, e acontecerão de maneira gratuita para pessoas físicas e microempreendedores individuais.

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