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Mudança

PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha e chefiava inquérito de desvios no INSS

Polícia Federal informou que transferiu o inquérito do setor de crimes previdenciários para o de corrupção e crimes financeiros e manteve o restante da equipe para ‘potencialização dos recursos’

Publicado em 15 de Maio de 2026 às 16:34

Estadão Conteúdo

Publicado em 

15 mai 2026 às 16:34
BRASÍLIA - A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e foi responsável por pedir a realização de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Procurada, a PF afirmou que decidiu transferir o inquérito do INSS do setor no qual ele tramitava, a divisão de repressão a crimes previdenciários, para a estrutura da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. Com isso, o delegado que chefiava o caso acabou sendo substituído. A PF afirma que fez a mudança para dar maior estrutura e “potencializar recursos” para a investigação.
O delegado Guilherme Figueiredo Silva era chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal e foi o responsável por coordenar e conduzir as investigações sobre o INSS depois que o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Foi ele quem pediu, por exemplo, a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema de desvios de aposentadorias.
Essa troca no caso motivou uma reunião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com a equipe da PF nesta sexta-feira (15). O ministro pediu esclarecimentos sobre o assunto.
Fachada da sede da Polícia Federal em Brasília
Fachada da sede da Polícia Federal em Brasília Marcelo Braga/Agência Brasil
Guilherme deixou o caso no início do mês e redistribuiu os inquéritos para outros delegados. Ele não participou, por exemplo, da rodada de depoimentos dos investigados realizada nas últimas semanas.
A condução do caso do INSS vinha gerando críticas da defesa de Lulinha, que afirmava em declarações públicas que não havia fundamentos para que a investigação tomasse medidas contra o filho do presidente.
A PF solicitou, por exemplo, a quebra do sigilo bancário de Lulinha, que foi autorizada por André Mendonça, e produziu relatórios apontando suspeitas em movimentações financeiras de uma amiga dele, a empresário Roberta Luchsinger. As defesas deles negam o envolvimento com irregularidades.

Negócio de cannabis medicinal

O filho do presidente entrou na mira da investigação a partir do depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS, que afirmou ter ouvido falar sobre o pagamento de uma mesada do empresário a Lulinha.
A PF levantou informações e descobriu que o Careca do INSS fechou um contrato com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e pagou R$ 1,5 milhão a ela. Como revelou o Estadão, a Polícia Federal, então, enviou uma petição ao ministro André Mendonça dizendo que começou a apurar se Lulinha seria sócio oculto do Careca do INSS e relatando ter encontrado diversas menções ao filho do presidente.
Posteriormente, a defesa de Lulinha admitiu ao STF que ele viajou a Portugal com despesas pagas pelo Careca do INSS, com o objetivo de prospectar um negócio de cannabis medicinal. A defesa afirmou que o negócio não foi adiante e não houve nenhum contrato ou recebimento de recursos por parte do filho do presidente.

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