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Estadão

Lula grava vídeo pedindo que Motta e Alcolumbre aprovem MP que acaba com taxa das blusinhas

Publicado em 19 de Agosto de 2026 às 06:17

Estadão Conteúdo

Publicado em 

19 ago 2026 às 06:17

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um vídeo nesta terça-feira, 18, pedindo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aprovem a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas. Lula disse não saber o motivo pelo qual integrantes do comércio varejista são contrários ao fim da taxa.

"Eu não sei por que algumas pessoas estão incomodadas, achando que isso prejudica o comércio. Se você entrar em uma loja qualquer, você vai ver que as roupas vêm de Bangladesh, do Vietnã e da China. Estou convencido de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas", disse o presidente.

O prazo final para a aprovação da medida provisória que acaba com a taxa é 8 de setembro. O governo espera que as Casas a votem na semana de esforço concentrado que deve acontecer no Congresso antes do primeiro turno das eleições.

No vídeo gravado por Lula, que foi distribuído pela equipe que coordena a sua campanha à reeleição, Lula questiona que a classe média pode gastar muito no exterior sem pagar impostos e que a taxa das blusinhas seria uma punição para os mais pobres.

"Por que uma pessoa da periferia, uma mulher, uma jovem, um menino, compra um negócio de 50 dólares e querem taxar? É apenas uma questão de justiça e eu tenho certeza de que, se tratando de justiça, o Senado e a Câmara vão votar para que o povo brasileiro possa comprar as coisas que eles precisam sem ninguém perturbá-los", disse o presidente.

A taxa das blusinhas, que tributava compras de até 50 dólares, foi criada pelo governo em 2024, atendendo a demandas do comércio varejista que afirmava que os sites de produtos vindos do exterior praticavam uma concorrência desleal.

A medida, porém, se mostrou impopular e um dos pontos mais criticados pelo eleitorado, de acordo com pesquisas de opinião pública. Por isso, em maio, o governo decidiu voltar atrás e suspender a taxação. Para que isso se concretize, é preciso a aprovação pelo Congresso da Medida Provisória. Caso isso não ocorra, a tarifa vai ficar ativa semanas antes do pleito presidencial.

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