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Desestatizações

Guedes diz que Correios, Eletrobras e mais 2 serão privatizados até 2021

Ministro afirmou que propostas devem ser enviadas ao Congresso em até dois meses. Leilão da Codesa, previsto pelo Ministério da Infraestrutura para o próximo ano, não foi citado

Publicado em 10 de Novembro de 2020 às 19:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 nov 2020 às 19:05
Ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto
Ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto Crédito: Edu Andrade/ Ascom/ ME
Após falar na manhã desta terça-feira (10) que se sentia frustrado por ainda não ter vendido nenhuma estatal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que até dezembro de 2021 quatro empresas estatais já deverão estar privatizadas: os Correios, o Porto de Santos, a Eletrobras e a PPSA, que administra o sistema de partilha de petróleo. Ele afirmou que os projetos serão enviados para a aprovação do Legislativo em até dois meses.
"Até dezembro, essas quatro devem estar feitas. E muitas outras. Esse é o ponto de partida. Estamos propondo isso para o Congresso nos próximos 30 a 60 dias", disse, em participação virtual no evento "Bloomberg Emerging + Frontier Forum 2020". O ministro, porém, não citou a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que já tem estudos em andamento e está com leilão previsto para o próximo ano, segundo o Ministério da Infraestrutura.
Guedes disse que não gosta de fazer previsões, porque as pessoas dizem que ele promete, mas não entrega. "Há guerra política no Brasil, nós entregamos, mas a oposição diz que não. Tínhamos acordo para privatização dessas quatro empresas, mas um acordo político impediu. Fomos ingênuos ao anunciar privatizações, quando já havia outro acordo político", criticou, citando avanços do governo no acordo Mercosul com a União Europeia e a aprovação da reforma da previdência, por exemplo.
Segundo Guedes, se houver sucesso na venda dessas quatro empresas, o Brasil pode recuperar dois terços do que foi gasto para combater os efeitos da pandemia de coronavírus, de cerca de R$ 800 bilhões, em um ano e meio. "Eu não acredito que seremos bem sucedidos em vender tudo, é só para te dar ideia do montante. Por outro lado, acredito que vamos vender muitas outras companhias. Esse é só o primeiro movimento", afirmou, contradizendo-se.
Guedes afirmou que os Correios devem ser alvo de grandes companhias de comércio eletrônico, principalmente com o crescimento dessa modalidade da economia. A venda da estatal de logística deve mudar o sistema de entregas brasileiro e é uma das grandes apostas do governo brasileiro.
Apesar das promessas de privatizações, em dois anos Guedes só enviou um projeto de privatização ao Congresso: o da Eletrobras, que está travado. As demais propostas ainda estão sendo discutidas dentro do  governo. Em julho, o ministro havia prometido "quatro grandes privatizações" ainda em 2020, o que ainda não aconteceu.

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