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Medidas

FMI: ações fiscais e do BC do Brasil são adequadas, mas é preciso unidade

Para a diretora-gerente do FMI, o Brasil tem ainda mais 'amortecedor econômico e margem de manobra', em comparação com outras nações

Publicado em 15 de Junho de 2020 às 09:37

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 jun 2020 às 09:37
Moeda
Moeda Crédito: Pixabay
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva foi questionada sobre a situação do Brasil diante da pandemia, durante entrevista ao El País, publicada no site do jornal espanhol. "Em termos de resposta à crise, foram dados passos adiante significativos, na verdade, mais que muitos outros países", avaliou. "Suas medidas fiscais e as ações do Banco Central são muito fortes e adequadas", considerou ela.
Para Georgieva, o Brasil tem ainda mais "amortecedor econômico e margem de manobra", em comparação com outras nações. "Embora, como sabe, tem sido mais golpeados pela pandemia e seria muito importante gerir a situação sobre a base de dados transparentes", recomendou, prosseguindo: "Também conseguir a máxima unidade possível entre o governo central e os Estados".
Questionada sobre a perspectiva de uma recuperação rápida da economia global, Georgieva lembrou que esta é uma crise singular, já que as autoridades "pisaram no freio" para proteger a saúde da população. Segundo ela, o grau de incerteza "é muito alto porque não sabemos como se vencerá a pandemia, nem se haverá uma segunda onda" de contágios pela covid-19. "Somos otimistas a respeito de vacinas e dos medicamentos, mas ainda não os possuímos", lembrou. "Acredito que a crise será profunda, mas de curto prazo, relativamente, e a recuperação começará gradualmente já neste ano."
A diretora-gerente do FMI mencionou que, para 2021, a entidade prevê crescimento global de 5,8%, mas esse número será atualizado no fim deste mês. "A revisão para 2020 será em baixa para a maior parte dos países, com algumas exceções", adiantou.

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