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Mercado Financeiro

Dólar sobe a R$ 5,06 com cautela antes de dado da inflação dos EUA

Profissionais das mesas de câmbio comentam que a alta só não foi maior por conta da surpresa com o IPCA de maio, mostrando a maior taxa para o mês dos últimos 25 anos

Publicado em 09 de Junho de 2021 às 18:08

Agência Estado

Publicado em 

09 jun 2021 às 18:08
Dólar opera em baixa nesta sexta-feira após forte valorização no dia anterior
Após cair na mínima do dia a R$ 5,02, o dólar fechou a quarta-feira em alta de 0,69%, cotado em R$ 5,0692 Crédito: Pixabay
Um dia antes da divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que deve ajudar a balizar as expectativas para os próximos passos da política monetária do Federal Reserve, o dólar ganhou força no mercado internacional e o mesmo se repetiu ante o real. Na máxima do dia, a moeda norte-americana superou os R$ 5,08 no período da tarde. Profissionais das mesas de câmbio comentam que a alta só não foi maior por conta da surpresa com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, mostrando a maior taxa para o mês dos últimos 25 anos. Ao sinalizar que o Banco Central vai seguir elevando a taxa básica de juros em ritmo mais forte, o indicador ajudou a retirar pressão para alta do dólar.
Após cair na mínima do dia a R$ 5,02, região de resistência da moeda nos últimos dias, que tem atraído compradores, o dólar fechou a quarta-feira em alta de 0,69%, cotado em R$ 5,0692. No mercado futuro, o dólar para julho subia 0,54%, a R$ 5,0760 às 17h35.
O IPCA mostrando aceleração de 0,31% em abril para 0,83% em maio reforça que não só o Banco Central deve elevar os juros em 0,75 ponto porcentual na reunião da semana que vem como sinalizar alta da mesma magnitude no encontro seguinte, em agosto, avalia o economista-chefe para mercados emergentes da consultoria Capital Economics, William Jackson, destacando que os números desta quarta superaram as previsões da casa e do mercado.
A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, destaca que a inflação se transformou em fenômeno mundial, em meio à retomada da atividade, como mostraram até dados da China, com a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) mostrando um salto anual de 9% em maio, a maior dos últimos doze anos, gerando cautela nos mercados. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve tem conseguido convencer os investidores do caráter transitório da inflação. Nesta tarde, o juro da T-note de 10 anos atingiu o menor nível diário desde 3 de março.
Mas a expectativa pela inflação ao consumidor (CPI) na sigla em inglês dos EUA provocou cautela nesta quarta, tanto no mercado de bolsa como de moedas. O indicador será divulgado nesta quinta-feira, às 9h30. Após a surpresa com o CPI de abril bem acima do previsto, o economista-chefe para os EUA do Deutsche Bank, Brett Ryan, destaca em relatório que o número será monitorado de perto por participantes do mercado e dirigentes do Fed, que entraram esta semana em período de silêncio por conta da reunião de política monetária da semana que vem. Nova surpresa com o indicador pode fortalecer adicionalmente o dólar e penalizar moedas de emergentes.
Sobre o câmbio brasileiro, a economista do Banco Inter observa que a visão mais otimista com a atividade econômica e o consequente alívio fiscal têm ajudado o real a ganhar força. Um dos indicadores de destaque é a balança comercial, que tem mostrado forte superávit, que deve ficar em US$ 80 bilhões este ano, nível recorde. Ela prevê dólar em R$ 5,20 ao final do ano, com a moeda americana tendendo a ganhar força mais para o final do ano, por conta do início das conversas para as eleições e do orçamento de 2022, que pode ter pressão para mais gastos por conta do ano eleitoral.

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