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Reflexo no mercado nacional

Corte na produção de petróleo frustra e bolsa cai 1,2%

Dólar também encerrou a sessão desta quinta-feira (9) com queda de 1,01%, indo aos R$ 5,0920

Publicado em 09 de Abril de 2020 às 19:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 abr 2020 às 19:45
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (9) em queda de 1,2%, aos 77.681 pontos, na contramão das Bolsas de Valores no exterior. O dólar também encerrou a sessão desta quinta-feira (9) com queda de 1,01%, aos R$ 5,0920.
Bolsa de valores
Bolsa de valores sofreu reflexos de negociação na Opep  Crédito: Pixabay
Segundo especialistas, a queda acompanha uma frustração do mercado acerca do corte na produção de petróleo, decidido nesta quinta por uma reunião virtual entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep ) e aliados como forma de reduzir os impactos trazidos pela crise do coronavírus.
O acordo – que coloca fim aos atritos entre Arábia Saudita e Rússia – estabeleceu uma redução de 10 milhões de barris por dia –volume que, segundo especialistas, ficou abaixo do esperado. A Opep já havia anunciado que, por conta da pandemia do novo coronavírus, a expectativa era que a demanda diária de petróleo reduzisse em 30 milhões de barris.
Desde o início do ano, os preços do petróleo caíram pela metade. Ao final da sessão desta quinta, o preço do barril do Brent era de US$ 31,89, recuo de 2,89% no dia e de 50,4% em relação ao observado no primeiro dia do ano. Já o preço do WTI encerrou a sessão cotado em US$ 23,16, queda de 1,93% no dia e de 62% no ano.
Por conta do noticiário externo, as ações da Petrobras estiveram entre as mais negociadas e encerraram o pregão com quedas de 2,89% nas ações preferenciais (sem direito à voto) e de 3,66%, nas ações ordinárias (com direito à voto).
Segundo Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, as atenções estavam voltadas para a reunião da Opep nesta quinta, mas as reações do mercado também já começam a refletir outros movimentos.
"O corte anunciado foi menor do que o esperado, mas os impactos disso já estão mais limitados e vemos os mercados reagindo mais às respostas dos bancos centrais e aos estímulos financeiros para conter a crise do coronavírus", afirma.
O analista dá o exemplo do FED, banco central americano, que recentemente anunciou um estímulo de US$ 2,3 trilhões para apoiar a economia dos EUA.
Salomão afirma, também, que apesar de o coronavírus ser o principal fator de guia da Bolsa de Valores, o ambiente político brasileiro deve ter impacto mais adiante.
"Estamos passando por uma grande guerra com o novo vírus e isso abafa um pouco as questões políticas que vivemos por aqui. Mas a partir do momento em que o mundo tiver mais clareza sobre a pandemia, o lado fiscal virá à tona", disse o analista da Rico.
Apesar da queda do Ibovespa nesta quinta, o índice acumulou ganhos de 11,71% na semana, o maior desde março de 2016. O volume financeiro chegou a R$ 25,2 bilhões. No mercado internacional, S&P e Dow Jones subiram 1,45% e 1,2%%, respectivamente. O índice europeu Stoxx 50 subiu 1,46%

QUEDA DO DÓLAR

Segundo Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos, a queda de 1,01% do dólar, que também se baseou no noticiário externo, sinaliza um ambiente positivo para a próxima semana.
"Depois de alguns dias de sofrimento, o dólar chegou a beliscar os R$ 5,05 nesta quinta-feira e sinaliza boas expectativas para tentar romper a barreira dos R$ 5 na próxima semana. O mercado está colado ao internacional e é cedo para falar, mas as indicações são de que estamos indo no caminho certo", disse.

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