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Economia

Coronavírus: Bolsa brasileira tem pior desempenho no mundo

Em reais, a desvalorização do Ibovespa no período foi de 42,5%. No ano, há queda de 42%

Publicado em 23 de Março de 2020 às 20:37

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 mar 2020 às 20:37
Taxa Selic está no menor patamar da história
O segundo pior desempenho é da Indonésia, com queda de quase 50%. África do Sul e Rússia vêm em seguida Crédito: Reprodução/Web
Segundo o banco americano Goldman Sachs, a Bolsa brasileira tem a maior desvalorização dentre os maiores mercados acionários do mundo com a crise do coronavírus. De 17 de janeiro a 20 de março, o Ibovespa em dólares se desvalorizou 52%, aponta relatório do banco divulgado nesta segunda-feira (23).
O segundo pior desempenho é da Indonésia, com queda de quase 50%. África do Sul e Rússia vêm em seguida, com quedas de cerca de 45%. Chile tem o quinto pior desempenho, caindo pouco mais de 40% no período.
Em reais, a desvalorização do Ibovespa no período foi de 42,5%. No ano, há queda de 42%.
De acordo com o Goldman Sachs, a forte desvalorização do mercado brasileiro neste ano supera a média de crises anteriores.
"Com a severidade do recente sell-off [venda rápida de ativos], o valuation [avaliação de valor] das ações brasileiras foram de uma das mais caras dentre emergentes para quase que um desvio padrão abaixo da média histórica", diz o relatório.
Com a queda, o Ibovespa, assim como as principais Bolsas do mundo, entrou em "bear market" (mercado do urso, numa tradução livre). Entre analistas, a figura do urso é uma alusão ao movimento do mercado que derruba o preço dos ativos -ao contrário do touro "bull market", símbolo de Wall Street, que lança os preços para cima.
Uma Bolsa entra em bear market quando cai 20% abaixo do seu recorde recente.
Segundo o Goldman, este é o pior bear market desde a crise de 2008, quando a Bolsa brasileira caiu 70% em dólares entre maio e novembro de 2008.
O banco também destaca o desempenho do real, quarta maior desvalorização no mundo no período, atrás apenas do peso mexicano, rublo russo e coroa norueguesa.
Neste ano, o real perde 28% de seu valor ante o dólar, que ficou R$ 1,12 mais caro, cotado a R$ 5,13.

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