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Ampliação de gastos

Contra plano de Guedes, Bolsonaro autoriza R$ 6,5 bilhões para obras

A decisão contraria o plano do ministro Paulo Guedes, que defende uma retomada da atividade no pós-pandemia por meio de investimentos privados

Publicado em 28 de Agosto de 2020 às 07:43

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 ago 2020 às 07:43
Presidente da República, Jair Bolsonaro, em entrevista no Palácio do Planalto
O presidente da República, Jair Bolsonaro, autorizou uma ampliação de gastos públicos Crédito: Isac Nóbrega/PR
Em aceno ao Congresso e ministros das alas política e militar, o presidente Jair Bolsonaro autorizou uma ampliação de gastos públicos com obras neste ano. O valor definido anteriormente, de R$ 5 bilhões, deve ser ampliado para R$ 6,5 bilhões.
A decisão contraria o plano do ministro Paulo Guedes (Economia), que defende uma retomada da atividade no pós-pandemia por meio de investimentos privados. Em discussões no governo, Guedes pressionou para que os gastos com obras fossem limitados.
De acordo com relato de pessoas que participam das definições, a medida vai reforçar as verbas com as quais parlamentares podem indicar obras em seus estados.
Dos R$ 6,5 bilhões, cerca de R$ 3,3 bilhões serão distribuídos entre deputados e senadores, na forma de emendas. Esse tipo de recurso é disputado por congressistas, que buscam vitrines para ampliar apoio em suas bases eleitorais.
O valor está praticamente fechado, segundo fontes informaram à reportagem, mas ainda deve passar por discussão na Junta de Execução Orçamentária, composta pelos ministros da Economia e da Casa Civil.
O restante dos recursos, R$ 3,2 bilhões, devem ser divididos entre empreendimentos dos ministérios do Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura.
Esse debate gerou atritos recentes com Guedes. No programa de retomada da economia, ainda não anunciado, Guedes tenta limitar os gastos públicos, enquanto Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) trabalha para que o governo amplie despesas.
O aumento dos recursos deve ser fruto de remanejamento no Orçamento, sem a necessidade de pedir ao Congresso novos créditos extraordinários.

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