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Dólar dispara e Bolsa despenca com divergência entre Bolsonaro e Guedes

Para o mercado, a divergência entre Guedes e Bolsonaro apresenta um risco à situação fiscal do país, com a possibilidade de um benefício mais custoso aos cofres públicos

Publicado em 26 de Agosto de 2020 às 18:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 ago 2020 às 18:02
Economia, crise e desenvolvimento
Economia, crise e desenvolvimento Crédito: Freepik
Por volta das 14h50 desta quarta-feira (26), a Bolsa de Valores brasileira cai 2,5% a 99 mil pontos, e o dólar sobe 1,8%, a R$ 5,63, após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dizer que recusou a proposta enviada pela sua equipe econômica do Renda Brasil, reformulação do Bolsa Família.
"Ontem discutimos a possível proposta do renda Brasil e eu falei 'tá suspenso'. Vamos voltar a conversar. A proposta que a equipe econômica apareceu pra mim não será enviada ao parlamento. Não posso tirar de pobres para dar para paupérrimos", disse em evento nesta quarta (26).
Na última segunda (24), o ministro Paulo Guedes (Economia) avisou ao presidente Jair Bolsonaro que o novo programa social do governo só terá benefício médio superior a R$ 300 se as deduções do IR (Imposto de Renda) da pessoa física forem extintas.
O presidente falou do auxilio emergencial de R$ 600 em tom de autoelogio ao seu governo, sem saber ainda precisar o valor do benefício que continuará até o fim do ano. "Resolvemos estender até dezembro. O valor não será R$ 200 nem R$ 600", disse. "Lamentavelmente como é emergencial, tem que ter um ponto final."
Segundo ele, o auxílio "é pouco para quem recebe, mas muito para um país que se endivida".
Para a reformulação do Bolsa Família, que passará a se chamar Renda Brasil, Guedes apresentou propostas de parcelas entre R$ 240 e R$ 270, a depender do desenho da assistência e da extinção de outros programas. Bolsonaro pressiona para que o valor chegue a pelo menos R$ 300.
Para o mercado, a divergência entre Guedes e Bolsonaro apresenta um risco à situação fiscal do país, com a possibilidade de um benefício mais custoso aos cofres públicos, e à permanência do ministro no governo.
"Está cada vez mais difícil a permanência de Guedes. Estamos observando bastante divergência entre o programa que foi proposto no início do governo e o que está sendo executado. Discordâncias entre o ministro e o presidente tem se tornando uma constante e inviabilizam a manutenção do teto de gastos. A depender do desenrolar dessa situação, e com Guedes sem a possibilidade de executar as medidas de ajuste fiscal, a sua saída se torna bastante provável", diz Igor Cavaca, analista da Warren Investimentos.
Os juros futuros também disparam com o temor com relação ao teto de gastos. Os juros de dois anos vão de 3,68% para 3,83%.
"Acho que Guedes fica no governo se tiver o mínimo de apoio. O cara é durão, mas estao todos jogando contra, principalmente o Bolsonaro que está quase virando Lula", diz Rodrigo Mrcatti, CEO da Veehda Investimentos.
Já Lucas Carvalho vê a permanência de Guedes no comando da Economia. "Não é todo ruído político que significa a saída dele, é muito mais especulação do que fato concreto".
O risco-país brasileiro medido pelo CDS (Credit Default Swap) de cinco anos sobe 4%, a 224 pontos.
O CDS funciona como um termômetro informal da confiança dos investidores em relação a economias, especialmente as emergentes. Se o indicador sobe, é um sinal de que os investidores temem o futuro financeiro do país, se ele cai, o recado é o inverso: sinaliza aumento da confiança em relação à capacidade de o país saldar suas dívidas.
No exterior, as principais Bolsas operam em alta. Em Nova York, Dow Jones sobe 0,3%, S&P 500, 1%, e Nasdaq, 1,75%.

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