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Alta

Confiança do comércio sobe 1,7 ponto em julho ante junho, diz FGV

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,7 ponto na passagem de junho para julho, para 86,1 pontos, a terceira alta consecutiva

Publicado em 27 de Julho de 2020 às 11:42

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 jul 2020 às 11:42
Vitória - ES - Abertura do comércio na avenida Jerônimo Monteiro no Centro de Vitória.
Abertura do comércio na avenida Jerônimo Monteiro no Centro de Vitória Crédito: Vitor Jubini
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,7 ponto na passagem de junho para julho, para 86,1 pontos, a terceira alta consecutiva, informou nesta segunda-feira (27), a Fundação Getulio Vargas (FGV). "A confiança do comércio mantém a trajetória de recuperação em julho, porém em ritmo menos intenso O resultado do mês foi influenciado por mais uma alta do indicador que mede a percepção com o momento presente e acomodação do indicador de expectativas, que tinha avançado mais no último mês. Ainda é preciso cautela na interpretação do resultado, considerando que houve recuperação de apenas 65% do que foi perdido no início da pandemia de coronavírus. Para os próximos meses, persiste o cenário de elevada incerteza e de fragilidade no mercado de trabalho, sugerindo dificuldades na recuperação total do setor", avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 6,4 pontos, para 88,4 pontos, recuperando 83% do que foi perdido desde o início do agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Já o Índice de Expectativas (IECOM) recuou 3 pontos para 84,5 pontos, ainda 22,5 pontos aquém do resultado de fevereiro, no pré-pandemia.
Embora o ISA-COM tenha registrado elevação pelo terceiro mês seguido, a melhora não ocorreu de maneira homogênea entre os segmentos pesquisados, ressaltou a FGV. Desde o início da pandemia, a avaliação sobre a situação atual dos revendedores de bens essenciais (entre eles alimentos, bebidas, remédios, produtos de limpeza e etc.) teve menor impacto e mantém a trajetória ascendente na série em médias móveis trimestrais. Por outro lado, a avaliação sobre o momento atual dos revendedores dos demais bens sofreu um tombo no início da pandemia e mostra agora uma recuperação ainda tímida em médias móveis trimestrais
A coleta de dados para a edição de julho da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 1º e 23 do mês, com informações de 765 empresas.
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