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Finanças

Bolsa vai a 107 mil pontos e renova recorde com votação da Previdência

Foi o segundo dia consecutivo de quebra de recorde na bolsa brasileira. O dólar caiu 1,35% e foi para R$ 4,076

Publicado em 22 de Outubro de 2019 às 18:36

Publicado em 

22 out 2019 às 18:36
Bolsa de valores Crédito: Pixabay

FOLHAPRESS - Pelo segundo pregão seguido, a Bolsa brasileira atingiu uma nova máxima histórica nominal. O Ibovespa, maior índice acionário do país, subiu 1,3%, a 107.381 pontos, patamar inédito, nesta terça-feira (22).  Na segunda-feira (21), já havia chegado aos 106 mil pontos.

O dólar acompanhou e recuou 1,35%, a R$ 4,076, menor patamar desde 4 de outubro. Dentre as moedas emergentes, o real teve o melhor desempenho da sessão.

O bom humor do mercado se deve a votação, e provável aprovação, da reforma da Previdência em segundo turno no Senado, o último passo do projeto no Congresso. O volume negociado na Bolsa, inclusive, superou a média diária, com giro de R$ 18,4 bilhões.

Também contribuiu o cenário externo positivo, com melhora na guerra comercial entre China e Estados Unidos e com uma maior probabilidade de acordo para o brexit.

O mercado doméstico se anima ainda com a expectativa da Selic a 4,75% ainda este ano, reforçada pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, prévia da inflação oficial) fraco em outubro. Alguns analistas chegam a prever a taxa abaixo de 4% ao final do ciclo de cortes promovidos pelo Banco Central, cuja próxima decisão será na quarta-feira que vem (30).

Também há grande expectativa os balanços do terceiro trimestre, que começam a ser divulgados nesta semana. Nesta quinta (24), Vale e Petrobras divulgam seus resultados.​

Investidores veem com bons olhos a antecipação do calendário de liberação do FGTS e a urgência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na tramitação da reforma administrativa e da PEC que antecipa medidas de corte despesas.

Somando os pregões desta segunda (21) e terça (22), a semana já é a mais positiva para a Bolsa desde agosto, quando o índice retomou o patamar dos 100 mil pontos.

Apesar do bom momento, os estrangeiros continuam saindo do mercado acionário brasileiro. Até 18 de outubro, o saldo deste mês de investimentos estrangeiros na Bolsa está negativo em R$ 11,5 bilhões, o pior desempenho mensal desde 2008.

No acumulado de 2019, a saída de estrangeiros, considerando IPO e follow-on, é de R$ 5,4 bilhões.

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