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Finanças

Ibovespa bate recorde e fecha acima dos 106 mil pontos

Apesar da crise no PSL e dos protestos na América Latina, a Bolsa brasileira acompanhou o otimismo dos índices americanos e bateu o recorde nominal histórico.

Publicado em 21 de Outubro de 2019 às 21:51

Agência FolhaPress

Publicado em 

21 out 2019 às 21:51
Bolsa de Valores de São Paulo, a B3 Crédito: MARIVALDO OLIVEIRA/AE
Apesar da crise no PSL e dos protestos na América Latina, a Bolsa brasileira acompanhou o otimismo dos índices americanos e bateu o recorde nominal histórico. Com a expectativa de juros mais baixos e uma melhora na relação entre China e Estados Unidos, o Ibovespa fechou acima dos 106 mil pontos pela primeira vez na história nesta segunda-feira (21), alta de 1,23%.
O boletim Focus do Banco Central desta segunda trouxe uma expectativa ainda menor para a Selic neste ano. O mercado espera que a Selic termine 2019 a 4,50%, ante os 4,75% esperados antes.
Agora, a projeção geral se alinha à do Top-5, grupo que mais acerta as previsões, que já havia feito esse movimento no levantamento anterior.
Para 2020, permanece a projeção de Selic a 4,75% no agregado, mas o Top-5 reduziu o cenário para os juros a 4,25%, de 4,50%.
A Selic foi reduzida em setembro em 0,50 ponto percentual, para 5,50% ao ano, nova mínima histórica, com o BC indicando de forma explícita novo alívio monetário.
Enquanto juros mais baixos beneficiam a Bolsa, eles levam o real a se desvalorizar contra o dólar em um movimento conhecido como carry tarde - prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juro.
Os cortes na Selic diminuíram a diferença entre juros brasileiros e os dos EUA, que estão no menor patamar da história. Assim, o investimento em juros no Brasil fica menos atrativo e há retirada de dólares, o que eleva a cotação.
Além disso, o real foi pressionado pela desvalorização do peso chileno desta segunda, que contaminou moedas latinas. No Brasil, o dólar fechou cotado a R$ 4,1320, alta de 0,29%. Com a onda de protestos no Chile, a Bolsa de valores de Santiago fechou mais cedo, às 14h (horário de Brasília), em queda de 4,6%, no menor patamar desde 10 de setembro. O desempenho diário é o pior desde 20 de novembro de 2017, quando o índice de ações caiu 5,86% depois do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar teve alta de 1,96%, a 725,77 pesos chilenos.

ANTIGO RECORDE

No Brasil, a Bolsa superou o antigo recorde de 105.817 pontos, do dia 10 de julho, marcado pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O Ibovespa foi a 106.022 pontos, alta de 1,23%. Desta vez, o mercado espera a votação da reforma da Previdência em segundo turno no plenário do Senado, marcada para esta terça-feira (22). 
A percepção de investidores é que a crise no partido do presidente não afeta, por enquanto, a articulação política e a condução das reformas. 
O pregão desta segunda também foi marcado pelo vencimento de opções de ações que movimentaram cerca de R$ 6 bilhões. Ao todo, o volume negociado somou R$ 18,908 bilhões.
O destaque da sessão foi a Yduqs, novo nome da Estácio, que bateu sua máxima histórica depois que adquiriu o grupo americano Adtalem, responsável pela faculdade de negócios Ibmec. As ações da Yduqs subiram 4,36%, R$ 40. 

BALANÇOS

Nesta semana, inicia-se a temporada de balanços do terceiro trimestre, o que levantou mercados acionários. No Brasil, Weg, Ambev, Vale e Petrobras divulgam resultados e nos EUA, McDonald's, Caterpillar e Amazon.
Os índices da Bolsa de Nova York também se aproximam de suas máximas desde a última semana, com uma melhora na guerra comercial. No final de semana, o vice-premiê chinês, Liu He, declarou que a China vai colaborar com os EUA para lidar com preocupações mútuas.
Nesta segunda, o assessor econômico da Casa Branca também fez comentários otimistas sobre as negociações e afirmou que as tarifas marcadas para dezembro podem ser retiradas se as negociações continuarem bem. Com o cenário mais ameno, S&P 500 subiu 0,69%, Nasdaq 0,91% e Dow Jones, 0,21%.

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