Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Após a pandemia, consolidação fiscal volta, afirma Bruno Funchal
Crise do coronavírus

Após a pandemia, consolidação fiscal volta, afirma Bruno Funchal

O novo secretário do Tesouro Nacional disse que o projeto de reforma tributária do governo será enviado ao Congresso 'em breve

Publicado em 17 de Julho de 2020 às 16:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 jul 2020 às 16:46
O economista Bruno Funchal será o novo secretário do Tesouro Nacional
O economista Bruno Funchal será o novo secretário do Tesouro Nacional Crédito: Edu Andrade/Ministério da Economia
O novo secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, disse que a agenda de consolidação fiscal voltará após a pandemia do coronavírus e que isso contribuirá para a confiança dos investidores na economia brasileira.
"Teremos um resultado fiscal bastante deficitário neste ano, mas é temporário. Após a pandemia, a agenda de controle de despesa e flexibilidade orçamentária voltará", afirmou.
Em evento virtual organizado pela XP, Funchal disse que o governo busca a consolidação fiscal para contribuir para juros menores. Pelo lado das receitas, ele reforçou que o projeto de reforma tributária do governo será enviado ao Congresso Nacional "em breve", como tem dito o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que a ideia é manter ou reduzir a carga tributária.
"Não há política social melhor que economia que gere emprego", completou.
O novo secretário citou ainda na agenda pós-pandemia projetos como do pacto federativo, a PEC dos fundos e projetos de revisão de marcos regulatórios. "Precisamos discutir produtividade da economia brasileira, é muito baixa", acrescentou.
Funchal citou os efeitos do teto de gastos na economia, como redução nas taxas de juros e aumento de atratividade para projetos de investimentos e disse que a agenda de médio prazo é o que trará confiança aos investidores. "Com controle fiscal e agenda de crescimento, conseguimos controlar a relação dívida/PIB", completou.

PROTEÇÃO SOCIAL

O Brasil já gasta acima da média com proteção social e precisa focalizar suas despesas em vez de elevá-las, o que demandaria aumento da carga tributária, defendeu Bruno Funchal. "Na proteção social, o problema não é volume de gasto, mas focalização", afirmou em evento promovido pela XP Investimentos.
Segundo o Tesouro, o Brasil gasta 12,8% do PIB com proteção social, um patamar semelhante ao de países desenvolvidos como Dinamarca e Reino Unido e o dobro da média de 6,0% do PIB verificada em um grupo de 48 países. Por isso, segundo ele, é preciso debater de forma aprofundada a qualidade desses gastos.
"Pelo lado da receita, o Brasil é um dos países que mais tributam", disse Funchal. "Não é momento de discutir alta em carga tributária para dar lastro a mais despesa."
Em entrevista ao Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nesta quinta, 16, o secretário afirmou que "aumentar despesa gera um resultado socialmente ruim, destrói empregos" e destacou que a confiança na sustentabilidade fiscal do País ajuda a trazer e viabilizar investimentos produtivos, o que por sua vez gera novos postos de trabalho.
Hoje, Funchal reforçou sua defesa do ajuste fiscal. "O teto de gastos é extremamente importante para controlar o gasto e a trajetória da dívida", disse.
Neste ano, a dívida bruta em relação ao PIB dará um salto na esteira do aumento de despesas para combater a crise provocada pela pandemia da covid-19. A projeção é que ela encerre o ano em 98,2% do PIB, após fechar 2019 em 75,8% do PIB.
Segundo Funchal, a dívida ficará estável ao longo dos próximos anos, graças ao cenário de juros baixos e expectativa de retomada do crescimento, e começará a cair a partir de 2025. Mesmo assim, as estimativas indicam um patamar de 92,2% do PIB em 2029.
O secretário destacou que o governo vinha em trajetória de melhora, mas precisou acelerar gastos devido à pandemia lidar com os reflexos da crise sobre a atividade econômica e a arrecadação.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Motoboy é baleado por motorista durante briga de trânsito em Vitória
"Quebrou quase todos os dentes", diz mãe de motoboy baleado em briga de trânsito em Vitória
Imagem BBC Brasil
'Nunca vi isso antes': jogador inglês fala à BBC sobre estreia no futebol brasileiro e relação com torcida do Corinthians
Imagem de destaque
Baralho cigano: previsão para os 12 signos de 27 de abril a 03 de maio de 2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados