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Redes sociais

Qual é o limite de atuação dos influenciadores digitais de finanças?

Quem eventualmente segue as recomendações que encontram nas redes sociais pode vir a ter prejuízos. Portanto, é algo que pode afetar a vida das pessoas de forma muito decisiva.

Publicado em 08 de Dezembro de 2022 às 10:41

Públicado em 

08 dez 2022 às 10:41
Lélio Monteiro

Colunista

Lélio Monteiro

Influenciadores digitais dão dicas em diversas áreas, inclusive nas finanças pessoais
Influenciadores digitais dão dicas em diversas áreas, inclusive nas finanças pessoais Crédito: Photographer Dragos Condrea
Hoje em dia encontramos quase todo tipo de informação nas redes sociais, e com finanças não é diferente. O número de influenciadores e produtores de conteúdo em assunto ligados a investimentos e gestão financeira pessoal é expressivo.
A CVM – Comissão de Valores Mobiliários – vem discutindo o papel dos influenciadores de finanças e sinalizou que pretende abordar o assunto em 2023. A ideia não é proibir ou dificultar a atuação destes influenciadores, mas estabelecer limites.
De fato, existe uma importante questão sobre responsabilidade. Pessoas que eventualmente sigam as recomendações que encontram nas redes sociais podem vir a ter prejuízos. Portanto, é algo que pode afetar a vida das pessoas de forma muito decisiva.
Existe também o risco de conflito de interesses. Imagine que um influenciador com muitos seguidores indique a compra de uma ação pouco líquida, mesmo não tendo fundamentos para isso. É possível que haja algum impacto no preço da ação, o que poderia configurar uma possível manipulação do mercado. Neste caso, é difícil responsabilizar o influenciador, sem que haja uma atualização na legislação atual.
Em relação às profissões ligadas ao mercado financeiro, a CVM age estabelecendo as exigências de formação, certificação e registro, e assinalando os limites de atuação de cada profissional. Ao analista, por exemplo, cabe analisar ativos e emitir recomendações e análises, exclusivamente.
Ou seja, na norma atual, um influenciador que não seja um analista registrado na CVM não pode emitir nenhum juízo de valor sobre qualquer produto ou ativo. Em outras palavras, dizer o que é bom ou ruim para comprar ou vender. De fato, há influenciadores que fazem isso, sem que tenham qualquer registro profissional, uma clara extrapolação das competências.
Neste caso, é como se um influenciador, que não seja um profissional registrado e formado, indicasse um remédio para curar uma doença.
De uma forma geral, é aceito que influenciadores de finanças atuem como educadores, ou seja, ensinando conceitos e trazendo informações. O risco está em tentar ocupar o espaço da atuação profissional, mesmo que seja apenas na caça de likes.
Aos investidores que procuram por informações, é importante desenvolver senso crítico e consultar fontes confiáveis, muitas delas ligadas a instituições financeiras reconhecidas, mesmo que seja nas redes sociais. Como nem todas as pessoas serão capazes de agir de forma crítica, a norma precisa avançar para conter os exageros.

Lélio Monteiro

Administrador de Empresas (UERJ), pós-graduado em Engenharia Econômica (UERJ), certificado CFP® e Ancord. 21 anos de carreira no mercado financeiro, com passagens pelo atendimento Private, Alta Renda, Gestora de Recursos, Tesouraria e Educadoria Corporativa. Desde 2018, sócio da Pedra Azul Investimentos, escritório de assessoria de investimentos sediado em Vitória-ES.

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