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Investimentos

A ansiedade do investidor chegou à renda fixa

No mercado financeiro, nos últimos meses de 2022, temos observado um fenômeno pouco comum no Brasil: o IPCA — nosso índice oficial da inflação — registrou deflação

Publicado em 17 de Outubro de 2022 às 11:44

Públicado em 

17 out 2022 às 11:44
Flávio Mattedi

Colunista

Flávio Mattedi

Desde o meu início no mercado financeiro (há 15 anos), percebi como o perfil emocional dos investidores interferiam em suas tomadas de decisões nos investimentos e como isso atrapalhava a conquista dos bons resultados. Até então, era muito comum perceber isso em investidores que:
  • ficavam ansiosos com a queda nos preços das ações e vendiam suas posições sem avaliar racionalmente a situação;
  • ou ficavam ansiosos com a alta nos preços das ações e compravam sem avaliar racionalmente a situação.
No primeiro caso, o receio de possível perda de dinheiro que se realizou pela venda sem critério de suas ações. Já no segundo, por medo de ficarem “fora da festa” e não ganhar dinheiro como os outros investidores participantes do mercado.
No mercado imobiliário, por exemplo, ocorre algo similar. Nos últimos dois anos (2020-2021) observamos uma valorização expressiva no valor dos imóveis. O que aconteceu? Depois de a valorização ocorrer, percebe-se o movimento de muitas pessoas correndo atrás para comprar imóveis.
No entanto, será que a valorização verificada nos últimos dois anos vai continuar? Tendo a acreditar que tudo volta para a média, mas saberemos apenas no futuro.
No mercado financeiro, nos últimos meses de 2022, temos observado um fenômeno pouco comum no Brasil: o IPCA — nosso índice oficial da inflação — registrou deflação. Isto é, estamos passando por um período em que os preços estão caindo. Especialmente nos meses de julho, agosto e setembro.
Investimentos, poupança, reserva, dinheiro
Investimentos, poupança, reserva, dinheiro Crédito: Pexels
A consequência disso nos investimentos é o fato de que aqueles ativos que têm a sua remuneração atrelada ao IPCA registraram rentabilidade baixa nesses três meses citados, fazendo com que muitos investidores questionem e se movimentem para fugir desse tipo de ativo.
Importante ressaltar que o “charme” desse tipo de investimento é justamente o fato de ele garantir juro real ao investidor, ou seja, conferir a ele uma rentabilidade sempre superior à inflação no período em que durar o investimento.
Por fim, entendo ser importante que o investidor primeiramente entenda o que está fazendo e por que está fazendo ao tomar decisões importantes em seu portfólio. Antecipar as oscilações de preço é improvável, e perpetuar a rentabilidade passada será um erro na grande maioria das vezes.
Investimentos em renda fixa, ações e imóveis, são desejáveis e recomendados, mas para cada perfil de investidor haverá uma indicação mais conveniente. As oscilações de preço são normais, e sempre existirão. Por isso, é importante que tudo seja feito com planejamento.

Flávio Mattedi

Graduado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com pós-graduação em Gestão Financeira pela FGV/Mmurad. Agente de Investimentos autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Sócio da Valor Investimentos.

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