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"Tô nem aí"

Coronel Nylton na eleição em Vitória: "Não me preocupo com Assumção"

Em entrevista à coluna, coronel da reserva fala sobre sua pré-candidatura a prefeito de Vitória pelo Novo, defende a meritocracia no serviço público (inclusive na PMES) e afirma não estar preocupado com outras candidaturas, como a do deputado do PSL

Publicado em 14 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

14 dez 2019 às 04:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Coronel Nylton não expressa preocupação com possível concorrência de Capitão Assumção Crédito: Amarildo
Ex-comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) e ex-secretário estadual de Segurança Pública, o coronel da reserva Nylton Rodrigues foi anunciado como pré-candidato do partido Novo a prefeito de Vitória em 2020, em evento do partido na Fucape Business School, na noite desta quinta-feira (12).
Caso se confirmem a candidatura de Nylton e também a do deputado estadual Capitão Assumção pelo PSL (ou pelo novo partido de Bolsonaro), poderemos ter, na eleição na Capital, um duelo à parte entre dois oficiais da reserva que foram notórios adversários nas fileiras da PMES e que tiveram papéis opostos na greve da tropa em 2017: enquanto Nylton assumiu o comando-geral no auge do movimento e jamais tolerou a sedição, Assumção foi processado administrativa e judicialmente como um dos líderes da greve, ficou preso por meses e já tem uma condenação na Justiça de primeiro grau por isso. Jamais perdoou Nylton e, frequentemente, ataca o coronel da tribuna da Assembleia.
Nada que importe a Nylton, conforme ele mesmo conta nesta entrevista sobre o seu surpreendente ingresso nessa corrida eleitoral:

O senhor confirma que o empresário Aridelmo Teixeira renunciou à disputa em Vitória em seu favor e que o senhor será o candidato do Novo a prefeito de Vitória? Com que disposição o senhor entra nessa disputa?

Confirmo. Sou o pré-candidato do Novo à Prefeitura de Vitória. O Aridelmo é um amigo que ganhei na vida, uma pessoa que está me ajudando muito, está construindo um projeto grande e fortalecendo o Novo no Espírito Santo. Ele assume essa responsabilidade de potencializar o Novo. Isso está em boas mãos. O Aridelmo é um grande gestor e começou do nada.

Por que o Novo?

O Novo é um partido que tem um propósito de fazer política de um jeito novo, estabelecendo como princípio prioritário a meritocracia. Enxergamos que temos que virar a página das indicações políticas para preenchimento de cargos comissionados, no nosso país, no nosso Estado e principalmente dentro da nossa cidade. Entramos no Novo porque o partido tem princípios e filosofia muito parecidos com os meus princípios, com os quais conduzi toda a minha carreira profissional.

Dentro da PMES, inclusive?

Exatamente. Inclusive, na PMES, nós modificamos as leis de promoção dos oficiais e praças. Eram leis antigas, da década de 1940, em que o único critério para a promoção era a antiguidade. Era como se você entrasse numa fila e esperasse o seu tempo. E isso gera zona de conforto, não gera eficiência. Então mudamos essa lei quando comandei a PMES, estabelecendo o mérito. É claro que a antiguidade é importante, mas não pode estar sozinha. É o anseio da sociedade, que quer gestores e funcionários eficientes. Para se ter eficiência, é preciso ter a meritocracia.

A sua candidatura é irrevogável?

Nada pode me fazer desistir da candidatura. Sou novo. Estou cheio de energia, no auge da minha maturidade profissional. Tenho experiência muito grande em gestão pública e quero utilizá-la agora na política. É um novo ciclo que começo na minha vida. E é irrevogável.

O senhor está preparado para um embate nas urnas com o Capitão Assumção?

Não estou preocupado com outras candidaturas, mas apenas com propostas para a melhoria da vida do morador de Vitória. É só isso que me importa.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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